Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 5

    Vamos a Disney

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Mais um capítulo feito com muito carinho! Esse vai ser bem divertido!

    Boa leitura!!!

    — Chegamos, amiga! Olha só o que trouxemos. — Vivian mostrava para a amiga o que tinham comprado. Masha não economizou nenhum pouco. Comprou de tudo para poder agradar as jovens. — Agora não passaremos mais vergonha para usar a máquina.

    — Vocês demoraram e eu já tirei mais fotos por aqui. — Jenny estava com vergonha de ficar segurando a vela do casalzinho. — Eu estou morrendo de fome. Vamos comer?

    — Vamos sim. Desculpe a demora pois tivemos que comprar as tortas e o bolo em uma loja. — Vivian queria que a amiga não se sentisse sem jeito. Ela olhou para Masha e deu um sorriso para ele que também retribuiu.

    Masha observava como as meninas falavam empolgadas. Ele percebeu que não tinha como ficar a sós por tanto tempo com a sua musa. Por isso propôs um novo passeio que poderiam curtir muito mais.

    — Senhoritas, o que acham de conhecer a Disney? — Ele perguntou para também participar do piquenique.

    — Masha-san, eu adoraria! — Jenny voltou a se sentir unida ao grupo. — Que bolo é esse? Muito gostoso! Não é tão doce.

    — E se eu te dissesse que o doce desse bolo é de feijão e arroz. O que você me diria? — Vivian olhou para amiga entregando o ingrediente principal do bolo.

    — Sério isso, Masha-san? — Jenny ficou perplexa com a descoberta. — É tão gostoso isso. Tenho que aprender a fazer um bolo assim!

    — Sim, senhorita Jenny. É verdade isso. — Ele respondeu a sua pergunta.

    — Eu nunca comi esse doce quando tive oportunidade lá em São Paulo, no bairro Liberdade. — Vivian parecia não se entristecer pois já havia comido um doce no caminho para se encontrar com Jenny. Masha tinha lhe dado esse doce para ela. — Mas o daqui é tão cheiroso e é divino o sabor. Eu, que não como feijão, adorei!

    O piquenique foi um momento muito agradável entre os três. Todos se interagiam mais e riam mais um do outro. Era o início de muita badalação que seriam momentos inesquecíveis no futuro.

    Eles terminaram suas refeições e se arrumaram para o novo passeio que seria muito mais radical.

    — Masha-san, como é a Disney daqui? É um parque muito grande? — A amiga ansiosa nunca deixava de perguntar mais e mais dos lugares.

    — Ele é grande sim, senhorita Jenny. Creio que conheceremos ainda tudo em um único dia. — Ele já estava dando partida no carro. — Mas eu vou levá-las ao Disney Sea. É um parque com várias atrações e vários brinquedos radicais.

    — Eu li que essa Disney Sea é a única no Japão! Imagina que legal vai ser, amiga. — Vivian, assim como Jenny, se permitia ficar ansiosa. — É começo de tarde ainda, então poderemos aproveitar o dia muito bem.

    — Nossa! Mas será que hoje está lotado? Pode ser que enfrentaremos fila para comprar os tickets. — Jenny, como sempre, enxergava mais longe o problema.

    — Senhoritas, se acalmem. Eu já preparei todo o roteiro. — Ele quis fazer a surpresa e esperava ver a reação das moças.

    — Masha-san, você é o melhor guia turístico do mundo. — Jenny sorriu para o jovem que retribuiu o sorriso.

    — Eu prometi! — Ele olhou pelo retrovisor e se surpreendeu ao ver sua amada o olhando com admiração.

    O percurso não foi muito demorado. O parque ficava a 30 minutos do grande jardim Shinjuku. Tóquio era tão linda de tarde. Era grandiosa e moderna. Era a cidade grande que Jenny nunca viu em sua vida. Jenny notou só agora que a mão na direção era contrária do Brasil. Ela riu quando viu que o motorista ficava para o lado direito e que as ruas tinham sentidos invertidos. Ela só parou de rir quando enxergou de longe a estrutura do parque bem na sua frente. Era enorme e tinha várias pessoas caracterizadas de Mickey, Tico e Teco e vários outros personagens.

    — Ai Meu Deus! Chegamos!!! — Ela falou mais alto do que sua voz pudesse aguentar. Sua amiga, que só percebia e filmava a reação de Jenny, assim que viu a entrada do parque, também não aguentou a emoção.

    — Eu estou tremendo, Jenny! É a Disney!!! — Vivian estava emocionada pois nunca tinha ido nem no Beto Carreiro World e estava conhecendo a Disney do Japão.

    — Vamos, senhoritas! O parque é todo de vocês. — Masha entrou na onda de empolgação das duas que estavam foras de si. — Eu já reservei os tickets antes de trazê-las para cá.

    — Eu já te disse que você é o melhor? — Jenny riu para Masha que adorou o sucesso que teve ao escolher o passeio. — Tenha certeza, Masha-san. Você é o cara!

    Ele ficou um pouco tímido com a revelação mas agradeceu o elogio sincero da jovem com a leve vênia.

    — Arigatou, Masha-san! Por tudo o que você preparou para nós. — Vivian teve que falar e mostrar o quanto estava feliz pelo que ele lhe prometeu. Ele sorriu para ela mostrando que fazia isso para ela em especial. Jenny percebeu isso nos olhares que os dois trocavam bem ao seu lado.

    — Por que você não a chama para sair, Masha-san? Ela adoraria. — A amiga provocou o casal que não sabia onde esconder o rosto de tamanha vergonha. — Só uma sugestão, pois temos mais 6 dias no Japão. — Vivian não conseguia olhar mais para Masha pois sua amiga tinha apelado bastante e lhe entregado demais. Vivian arregalou os olhos para Jenny que entendeu o recado da amiga. — Não perca a oportunidade Masha! — Jenny entendeu tudo errado mas ajudou a unir o casalzinho.

    Para a surpresa de Vivian, Masha respondeu a sugestão da amiga.

    — Não perderei a oportunidade, senhorita Jenny! — Ele olhou seriamente para Vivian que ainda não conseguia encará-lo.

    — Vamos gente! Estou ansiosa para conhecer o parque. — Vivian teve que se manifestar para esconder um pouco o nervosismo e a vergonha que estava sentindo. Jenny ia na frente e Masha ia atrás de Vivian. Ela, ao perceber o convite precisou se virar para ele e responder. — Eu realmente adoraria sair com você. — Ela deu um leve sorriso e se virou. Ele sorriu abertamente assim que ela voltou seu rosto para frente. Ele poderia a conhecer melhor e finalmente teriam um encontro.

    Eles pegaram seus tickets reservados na bilheteria e logo já entravam pelos portões daquele parque mágico. Masha já explicava que o parque tinha suas atrações com apresentações, danças na rua e que tinham alguns personagens característicos espalhados pelo parque todo. Ele explicava que o parque era dividido em 7 mundos. Cada um possuía suas características. Jenny queria ir em brinquedos mais radicais pois adorava adrenalina.

    — Amiga, o que acha de irmos na montanha russa? Quero ver se é corajosa! — Jenny já desafiava a amiga que apesar de sentir certo medo de alguns brinquedos, sempre ia na onda da amiga radical.

    — Vamos sim! Já fui em montanhas russas antes e mais, eu já fui no elevador do Playcenter. — Vivian já desafiava a amiga na mesma moeda. — Quero ver você andar no elevador!

    Masha só via como as amigas estavam coordenando o passeio. Ele não se intrometia. Adorava ver que estava sendo bom para ele mesmo ter uma experiência radical.

    Não demorou muito e logo eles já estavam andando no primeiro brinquedo radical. Era a montanha russa do parque chamada Ranging Spirits. Ela era alta e tinha um looping. Jenny nunca tinha ido em um brinquedo assim mas ela não ligava. Quanto mais adrenalina melhor. Ela era assim.

    Todos entraram no vagão que comportava um pouco mais de 10 pessoas e já colocaram os colares e cintos do brinquedo. Jenny quis ir na frente e foi sozinha. Masha se sentou ao lado de Vivian que tremia mais que britadeira em obra. Ele segurou a mão dela e percebeu que ela suava frio. Era medo misturado com loucura.

    O brinquedo, vagarosamente, subia aqueles trilhos e ficava cada vez mais longe a visão total do parque. Jenny logo viu o lago que ficava em um dos mundos do parque. Naquele momento ela só queria poder encontrar alguém que fosse mais louco que ela. Mal sabia que seu desejo se realizaria.

    A descida foi a melhor sensação que teve em sua vida. Jenny ergueu seus braços assim que sentiu seus cabelos se levantarem. Ela gritou mais alto do que poderia. Isso a deixava muito mais corajosa.

    Masha, em nenhum momento, deixou de soltar a mão de sua amada. Ela parecia no começo que tinha medo. Mas, milagrosamente ela se soltou e pareceu curtir a adrenalina que durou menos de 2 minutos.

    — Eu quero mais! — Jenny queria sentir mais daquilo que sentiu no brinquedo.

    — Haaaa... agora nós vamos no elevador! Quero ver você sentir o estômago sair pela boca. — Vivian já estava na onda de enfrentar e ir no brinquedo que mais tinha medo em sua vida.

    — Senhoritas, vocês são tão corajosas. Eu estou me sentindo covarde perto de vocês. — Masha ria da sua insinuação e sabia que não poderia ter medo para acompanhar aquelas garotas.

    — Masha, relaxa! Você disse que o parque é nosso então eu quero aproveitar tudo de melhor dele. — Jenny estava insaciável por mais emoções. — Vamos!?

    — Na verdade nós iremos para Torre do terror. — Masha já preparava as meninas para o brinquedo que conheceriam. — Quero ver se a senhorita é corajosa e se não tem medo?

    — Eu não tenho medo, Masha-san! Sou corajosa!

    Os três chegaram em frente a atração. Era uma castelo assombrado e que tinha que andar. Jenny via que a arquitetura do brinquedo e atração era bem sofisticada. Esse brinquedo, por alguma razão, atraía mais os japoneses e tinha muito mais pessoas em fila.

    — “Será o brinquedo que dá mais medo?” — Jenny se perguntava a cada passo que dava para entrar aquele castelo mal assombrado e que ficava cada vez mais escuro.

    — Está tão escuro aqui, amiga. — Vivian tentava botar medo na amiga que estava silenciosa demais. Ela não tinha medo do escuro mas estava preparara para tomar sustos, ou melhor, ver a expressão de medo de Jenny.

    — Aonde esse corredor irá nos levar? — Jenny perguntou para Masha que estava bem a sua frente e caminhava tranquilamente.

    — Ao elevador! — Ele a olhou com a expressão convidativa de que era o elevador mais assustador que Jenny conheceria. — Vamos!? Ainda nem chegamos na metade da atração.

    Os três encontraram com uma guia mulher que falava em japonês e contava a história do castelo. Masha explicava a história em português para as moças. Logo não demorou muito e eles entraram em um elevador. Era escuro o ambiente e tinha uma vidraça com a imagem do dono daquele castelo. Era muito assustador o ambiente e a sensação de susto era inevitável. Jenny prestava atenção em tudo e ficava ao lado da amiga que também estava esperando por um susto. Não demorou muito e aquele elevador começou a se mexer. Não se sabia se estava subindo ou caindo pois a gritaria dentro daquele elevador era o que mais chamava atenção. Jenny gritava alto e Vivian ria com o fato de sua amiga corajosa sentir o medo de escuro. De repente aquele ambiente foi clareado por uma luz e Jenny pode ver que eles estavam no último andar daquele castelo. A queda foi mais assustadora possível pois Jenny sentia que seu estômago estava quase saltando pela boca.Advertisement

    — Eu nunca senti isso na minha vida! O que foi isso? Efeito da gravidade? — Jenny falou assim que recuperou o fôlego e a compostura.

    — Haaa... eu sabia que você iria ficar com medo amiga. — Vivian tentava acalmar a amiga que ainda recuperava o fôlego. — Eu adorei esse brinquedo. Ele conseguiu atrair minha atenção e quando menos esperei aconteceu o susto.

    — A senhorita foi muito corajosa! Realmente não sente medo de escuro. — Masha se surpreendeu com o comportamento da moça que em nenhum momento tocou em suas mãos. — Que tal conhecer outras atrações menos radicais? — Ele deu uma sugestão para que pudessem conhecer mais das maravilhas daquele parque.

    — Masha-san, eu topo! — Jenny já se prontificou pois ainda se recuperava do susto que tomou.

    — Eu também topo. — Vivian também aceitou a sugestão. — O que você nos recomenda, Masha-san?

    — Está quente aqui dentro, então o que vocês acham de se molhar um pouco? — Ele deu uma ideia aguardando a resposta das garotas.

    — Ohhh, eu quero! Mas que brinquedo? — Jenny questionou.

    — O Aquatopia é um carrinho que anda sobre o lago e vocês vão gostar bastante. — Ele deu um sorriso por ser sempre assertivo e conseguir agradar o passeio.

    — Olha ali!? — Vivian já avistava vários carrinhos andando pelo lago e lhe agradou a ideia de um passeio mais calmo.

    Os três entraram cada um em um carro e logo já saiam caminhando sobre aquela água cristalina. Jenny foi a primeira a sair na frente. Ela era a que tinha maior iniciativa. Percebeu que a graça do brinquedo era desviar de outros carrinhos pela frente e de algumas pedras e fontes que eram obstáculos que dificultavam o passeio.

    Masha já era mais esperto e de propósito chegava a bater no carrinho das meninas. Ele chegou a bater no carrinho em que Vivian estava e conseguiu a molhar. Ela, ao perceber que a graça era bater de propósito nos carrinhos, começou a se sentir desafiada.

    Vivian começou a colar seu carrinho e conseguiu acertar o carrinho de Masha pela lateral e conseguiu o molhar na calça. Ele riu, na hora, pela iniciativa dela que ria pelo fato de tê-lo molhado. Ambos perceberam e caíram na gargalhada quando Jenny começou a rodopiar o seu carrinho para ficar tonta. Eles começaram também a girar seus carros e começar um novo desafio de bate-bate.

    Esse brinquedo conseguiu fazer com a que a interação e diversão reinasse naquela amizade. O desafio ficou mais difícil e eles não sabiam para que lado controlar o brinquedo.

    Jenny ainda desafiava a amiga. — Você não me pega. — Ela que parecia dominar toda a extensão daquele lago e seus obstáculos.

    — Eu te pego sim! Calma que a paciência é uma virtude. — A amiga era sempre mais calma e sutil em seus movimentos e por isso era imprevisível.

    O tempo passou como um piscar de olhos. Jenny foi a primeira a deixar o carrinho e enquanto isso aguardava sua amiga e Masha chegarem. Sua atenção foi desviada ao sentir um movimento brusco de alguém arrancando sua bolsa de seu ombro.

    Jenny, sem pensar, começou a correr disparada em busca de seu agressor e não permitiria ser roubada assim. Ela mal podia acreditar que aconteceria isso em pleno dia e dentro de um parque no Japão. Com muito custo ela conseguiu dar um impulso e se derrubar seu agressor. Era um jovem franzino japonês que ao notar que tinha sido derrubado por uma menina começou a gritar para raiva de Jenny. Ela deu um boa bofetada no rapaz para atenção de todos que passavam por perto. Mal sabia que a sua atitude estava sendo observada desde o começo por uma pessoa que já simpatizou pela sua valentia.

    — Você tentou roubar a pessoa errada seu ladrãozinho de uma figa! — Ela esbravejou não conseguindo se segurar.

    Jenny ao perceber o movimento e olhares estranhos ao seu redor não sabia para onde ir. “Estou perdida! E agora?” Ela pensava assim que conseguiu entender o que tinha acontecido a sua volta. Começou a olhar para os lados e ver de onde tinha vindo mas não conseguia se localizar.

    O ladrão franzino, ao se levantar, correu e sumiu no meio da multidão que se formava ao redor da moça estrangeira.

    — Ei, está perdida? — Jenny ouviu uma voz atrás de si. Antes que pudesse se virar, foi puxada pelo braço para que saísse daquela multidão que se formava a sua volta.

    Ela e aquela pessoa correram para o mais longe que conseguissem a fim de ficar distante possível da segurança do parque que foi acionada. Jenny recuperou seu fôlego e só assim pode olhar para aquele ser que, de alguma forma, a ajudou a não entrar em mais problemas.

    — Obrigada por me ajudar. — Olhou para aquela moça de cabelos curtos e com pose de durona a sua frente. — Senhorita...? — Aguardou uma resposta da moça misteriosa.

    — Kuchiki Rukia! — Recebeu a resposta mais rápida do que foi a sua surpresa. — Mas pode me chamar apenas de Rukia.

    Continua...


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