Altas aventuras em Tóquio

  • Bergovi
  • Capitulos 16
  • Gêneros Aventura

Tempo estimado de leitura: 4 horas

    18
    Capítulos:

    Capítulo 4

    Passeio ao grande Jardim

    Álcool, Hentai, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

    Esse passeio eu considerei extremamente romântico. Eu amaria ir a esse parque na primavera!

    — Você vai me contar como foi? E aí? — Jenny estava mega curiosa para saber como foi a conversa com Masha.

    — Calma, Jenny! — Vivian estava mais corada que um pimentão assim que chegou ao seu quarto. — Ele é tão fofo. Foi tão atencioso comigo. — Não conseguiu conter um sorriso. — Ele disse que nos levaria para onde quiséssemos. E também que vai fazer que a nossa viagem seja inesquecível!

    — Eu sei que você gosta dele. E pelo jeito você é correspondida. — A amiga curiosa percebeu que poderia ficar segurando uma vela.

    — Eu sei que não vim ao Japão para arrumar namorado. Pode ficar tranquila, amiga. — Ela percebeu o que causou. — Ele vai ser o nosso guia e vamos aproveitar.

    — Só foi isso que ele te disse? — Jenny ainda queria saber mais pois tinha certeza que ainda tinha assunto.

    — Ele disse que conhece vários lugares aqui que são frequentados por turistas e disse que nos irá surpreender. — Jenny arregalou os olhos com essa revelação.

    — Ele tão fofo com você. — Jenny afinou a voz bajulando a amiga. — Você sabe para onde iremos?

    — Ele nos levará... hummm...creio que será surpresa.

    As moças se arrumaram no tempo certo. Arrumaram mochilas e câmeras fotográficas. O dia estava quente e ameno. Seria um passeio ao ar livre.

    Logo elas desceram as escadas e saíram do ryokan. Viram que Masha já as aguardava ansiosamente na frente do hotel.

    — Boa tarde, Masha-san! — Jenny cumprimentou o rapaz com seu idioma e sotaque.

    — Boa tarde, senhorita Jenny! Se me permite? — Ele estendeu sua mão e abriu a porta do carro. Era um carro mais esportivo e propício para o passeio.

    — Quanto cavalheirismo! — Jenny elogiou o rapaz que sempre foi simpático e amigável.

    Vivian era a segunda que iria entrar no carro. Ele repetiu o ato mas se conteve para não segurar por muito tempo a mão da jovem. Sentiu um leve arrepio quando sentiu o toque de suas mãos. Ele não deixaria que ela percebesse. Como recompensa ele recebeu o sorriso tímido dela que valeu por cada sensação que teve.

    — Estão preparadas para o primeiro dia em Tóquio, senhoritas? — Ele perguntou assim que entrou no carro.

    — Sim, nós estamos! — Ambas responderam juntas.

    — Para onde você nos levará, Masha-san? — Jenny foi a primeira a indagar pois estava ansiosa.

    — Eu as levarei para o grande jardim nacional Shinjuku Gyoen. — Ele já tinha dado a partida e saído com o carro. — Você que gosta da primavera irá se maravilhar. Lá tem vários tipos de plantas e flores nessa época.

    — Eu nunca fui a um parque assim antes. — Jenny estava já encantada com a possibilidade de conhecer.

    — Eu conheço um parque também assim. Ele se chama Ibirapuera e fica em São Paulo, onde eu moro. — Vivian demonstrava interesse no assunto e queria conversar, se possível, a viagem toda. — É um parque enorme e é fácil de se perder.

    — Não se preocupe, senhorita. Você não irá se perder em minha companhia. — Masha também queria conversar e saber um pouco mais da vida das jovens aventureiras. Em especial, daquela que seus olhos não conseguiam abandonar. Sempre que possível, ele se pegava olhando para ela pelo seu retrovisor.

    — É muito longe daqui, Masha-san? — Jenny interrompeu o momento já ansiando para que não demorasse tanto.

    — Não estamos tão longe de lá. — Já estava chegando ao destino. — Você pode já avistar logo a frente.

    As amigas já avistavam de longe que um grande parque já estava a sua frente. E uma pequena multidão já estava se formando nas calçadas daquela avenida.

    — Chegamos! — Masha já se prontificou e foi abrir a porta do carro para as damas.

    Elas já saíram encantadas com tanto movimento e tantas pessoas andando de um lado para outro. Para Vivian era normal ver o movimento pois veio de uma cidade grande. Para Jenny era a oitava maravilha do mundo ver um jardim tão grande.

    — Sorria! — Vivian tirou uma foto inesperada de Jenny. A expressão em seu rosto era algo que tinha que ser registrado. Vivian adorava tirar fotos e já estava mais do que na hora começar a pôr em prática.

    Masha as acompanhou a entrada e apresentava cada parte do parque e suas histórias. As amigas se maravilhavam e perdiam tempo com cada paisagem. O parque era gigantesco e tinha um lago que passava por ele. Esse lago tinha muitos peixes coloridos. Um mais lindo que outro.

    — Esse é o lugar mais lindo do mundo, amiga! — Jenny não sabia como explicar a beleza do lugar. — Não tem um jardim assim em Martins, apesar de ser uma cidade turística. — Comparou a diferença de sua cidade natal para com a imensidão de Tóquio.

    — Eu ainda não conheço sua cidade amiga, mas pelas fotos vi que é magnífica. — Vivian não deixou de prestigiar a cidade potiguar e suas histórias. — Você nasceu no nordeste e lá tem as suas paisagens, clima e vegetação. Cada lugar tem sua história.

    — Sim, senhorita. Cada lugar tem suas características. Tóquio tem as sakuras e são raras mesmo na primavera. — Masha também ressaltou o que Vivian afirmava. — O Brasil é muito grande territorialmente e por isso cada canto tem suas características. Aqui no Japão é muito parecido cada lugar.

    O passeio continuava e, de maneira ordenada, eles seguiam em filas para conhecer a totalidade do parque. Tinham muitos turistas japoneses e também de outras nacionalidades. Masha tinha acertado em levá-las lá primeiro. Ele conseguia ver os olhos de encantamento que brilhavam a cada trajeto. As jovens registravam cada paisagem e tiravam várias selfies com seus celulares.

    — Olha! Aqui se pode fazer piquenique. — Jenny viu um espaço aberto de grama fina e verde clara em que as pessoas estiravam seus lençóis e se sentavam para fazer um lanche e até mesmo a ler livros, mangás... — Vamos? — A amiga olhou para os outros dois os convidando a fazer uma pausa.

    — Ok. Vamos sim. — Vivian já tirou a sua mochila das costas já pegando um pano que tinha levado. — Vamos arrumar com isso aqui. Eu tenho algumas barras de cereais, um pacote de bolachas e água.

    — Aqui têm vários lugares para se comprar esses lanches e também o que beber. — Masha estava se colocando disponível para ajudar na pausa do lanche. — Se quiserem, eu posso pegar alguns sucos e até uns bolos para vocês?

    — Que máximo! Tudo aqui é tão moderno. Eu vi umas máquinas em alguns lugares. — Vivian estava mostrando o quanto era visual e percebia tudo a sua volta. — Vamos lá comprar, Masha-san? Ela já conseguia controlar sua timidez pois já confiava estar perto dele.

    — Sim! — Ele sorriu para ela pois a sentia tão mais solta e próxima.

    — Eu quero ficar aqui pois gostei desse lugar e dá para ver a ponte e o lago. — Jenny queria deixá-los um pouco mais sozinhos. — Deixa a câmera comigo. Eu quero ver as fotos que tiramos.

    — Claro! — A amiga entregou sua câmera. — Não vamos demorar pois eu vi uma máquina bem perto daqui.

    Jenny viu sua amiga e Masha se afastarem junto de uma multidão. Estava meio que com vergonha pois notava que aquele jovem senhor estava muito mais interessado na amiga. “Vamos ver como ficaram essas fotos dona Vivi” ela pensou ao começar a ver os registros.

    ***

    — Então é fácil assim? — Vivian se admirou com tanta praticidade de tecnologia.

    — Sim, temos muitos lugares turísticos com essas máquinas. — Masha colocou as notas de yenes na máquina e selecionava o que queria por um touch. Logo a máquina trazia o pedido. — Existem também bebidas quentes e frias e são diferenciadas pela cor.

    — Se fosse no Brasil a máquina já engoliria o dinheiro sem te dar o produto. — Vivian ria do que falava. — Isso é uma realidade no meu país. Muita tecnologia não funciona.

    — Hoje você está aqui em Tóquio. Quero que aproveite cada momento... “Ao meu lado” — Pensou mas não falou.

    — Você é muito legal. Eu sinto que já te conheço a muito tempo, sabe... — Ela estava tão fascinada por ele que precisava mostrar sua confiança e alegria por tê-lo conhecido.

    — Eu sinto o mesmo, senhorita Bibian. — Ela riu novamente de como ele a chamava.

    — Pode me chamar de Bi. Se for mais fácil. — Ele adorou a iniciativa dela autorizar mais a amizade. — Você não consegue falar meu nome, não é?

    — Eu posso aprender. — Ele só tinha essa dificuldade para pronunciar a letra V. Aprendeu o português mas não tinha domínio total da língua. Principalmente algumas expressões.

    Uma troca de olhares fez com que o silêncio predominasse no ambiente. Só foi cortado quando os sucos saíram da máquina.

    — Nossa, temos que voltar. A Jenny deve estar preocupada. — Vivian saiu de seus encantos e Masha a acompanhou segurando todas as compras.

    Continua...


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