Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 104

    Espadas

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo, tudo pão com vocês?

    Este é capítulo equivalente o da semana passada, quando o Oa estava fora do ar

    Desfrutem desse novo capítulo!

    Boa leitura ^^

    Antes do termino das lutas do Dante e Pietra...

    Edward, Lizzie, Aiken e Kleist subiam os degraus da extensa escadaria que levava até a sala do trono. Entre algumas partes desses lanços de escadas, havia gigantescas construções retangulares onde só haviam aberturas para entrada e saída. Estas gigantes construções seriam repartições de cada um dos serafins, ou seja, totalizam-se sete construções. Caso houvesse alguma invasão inimiga, para chegar até a sala do trono teriam que passar por todos estas sete repartições, tornando-se assim, uma forma de proteger Deus, que já não é mais o caso.

    Os selos entraram na primeira repartição, porém não havia nenhum sinal de serafim, continuaram a prosseguir no mesmo ritmo em direção a próxima repartição. Passando-se alguns segundos, sentiram um tremor.

    – Dante – observou Kleist.

    – Obvio. Véi, quer apostar quanto que a personificação dele reforça ainda mais corpo monstruoso dele? – comentou Aiken.

    – Mas disso nenhum de nós tem dúvida – respondeu Liz.

    – O da Pietra? – perguntou Kleist.

    – Sendo ela, envolve magia, tá ligado? – respondeu Aiken após um curto tempo pensando.

    Eles adentraram em outra repartição.

    – E a minha? – perguntou Ed.

    Aiken sorriu, já esperava por aquela pergunta.

    – O seu... – Abruptamente, Aiken parou e sacou suas duas katanas negras. – Continuem – disse ele seriamente.

    Ele ficou parado olhando ao redor.

    – Senti uma pressão diferente da outra construção – pensou.

    Poucos segundos depois, Aiken sentiu uma aproximação vindo atrás dele. O selo moveu em semicírculo sua katana esquerda até brandir contra uma outra lâmina. Olhando por cima de seu ombro, Aiken viu quem o atacou era um Errante. Ele deixou sua katana direta de ponta para baixo e desferiu um golpe no Errante, que imediatamente foi bloqueado pela outra lâmina da criatura. Com um movimento rápido, a criatura ergueu as duas lâminas e baixou, mas Aiken saltou para se esquivar.

    – Colé, um Errante não deveria saber fazer isso!

    Rapidamente, o Errante avançou de frente para o selo com a lâmina apontada. Desajeitado, Aiken moveu sua katana direita contra a lâmina da criatura, desviando-a e fazendo abrir um corte em sua bochecha. Os dois começaram a trocar golpes rápido com suas lâminas, que terminou com Aiken acertando um pontapé na barriga da criatura, arremessando-o.

    – Ele me cortou?! Esse Errante não é normal. –  Ele se concentrou observando a criatura, em seguida arregalou os olhos. – Exceto se... – As chamas prateadas rodearam o corpo do Aiken, e seus olhos ficaram com o brilho prateado mais intenso. – Eu sei que é você, serafim da Preguiça.

    Uma risada ecoou por toda a gigantesca construção.

    – Olá, Fome – disse o serafim da Preguiça ainda escondido. – Pensei que iria te enganar um pouco mais.

    – Talvez com o Fúria você conseguiria.

    – Fúria? Uma pena não ter sido ele então. Como ele está?

    – Mano, ele estava lutando com o Ira quando o deixei.

    – Ah, então o tremor foram as duas bestas lutando.

    – Sim, sim.

    Os dois riram. As chamas prateadas envolveram o corpo do Aiken, deixando-o mais leve, então avançou em direção ao Errante. No ar, Aiken girou e cortou o Errante verticalmente ao meio.

    – Uma só de suas marionetes não é o suficiente para me dar trabalho, Preguiça.

    – Acredito no que você diz.

    Mais dez Errantes aparecem ao redor do Aiken, levando-o a dar um curto sorriso.

    – Ótimo. Minhas lâminas estão sedentas.

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    Seguindo com Edward, Lizzie e Kleist...

    Os três idiotas seguiram deixando Aiken para trás. Não demoraram muito para se aproximar de uma próxima construção, e foi Kleist que quebrou o silêncio dizendo:

    – Você esconde algo de nós.

    – Como chegou a essa conclusão? – perguntou Ed sem olhar para trás.

    – Quando Vash nos ajudou no confronto, ele disse que você está presente em todas linhas temporais. E quando questionou que você sabia o porquê, sorrio como afirmação.

    Eles entraram e saíram de uma outra repartição.

    – Escondo – confirmou Ed.

    – Humpf – resmungou Kleist. – Sabia.

    – Não seja hipócrita – disse Edward por cima do ombro. – Eu sei que os selos têm seus segredos também. E eu sei todos. Inclusive, o seu.

    Passaram por outra repartição vazia.

    – Sabe, é? – perguntou Kleist.

    – Acha que eu não perceberia sua espada mudando de forma em seu despertar como a Lizzie? – Lizzie estremeceu um pouco ao ter seu nome citado, sabia que o clima não estava bom. – Acha mesmo que Lizzie não o sentiria?

    Kleist nada disse.

    – Se algo acontecer comigo, lembre-se que você assume o comando – disse Ed.

    – Eu sei.

    Ao entrarem na outra repartição, Kleist freou com os pés arrastando suas botas metálicas no chão. Imediatamente, ele sacou a espada a envolvendo em suas chamas amarelas, assim como o seu corpo.

    Edward olhou para trás, assentiu com a cabeça para Kleist e saiu em direção para a próxima repartição.

    Sentado no chão alguns metros de Kleist, estava um serafim com sua armadura dourada e seu par de asas laranja cristalina. Ele detinha um lindo cabelo negro extenso, deixando-o preso. Seu físico, nada especial. Mas seu olho direito era diferente: sua íris era negra, mas um triangulo brilhoso a envolvia; enquanto mantinha o esquerdo com um tapa-olho. Levantou-se do chão e pegou suas duas espadas que estavam cravadas no chão. Não eram espadas muitos largas, o que chama atenção eram suas escrituras rúnicas e suas pontas que formavam um triângulo.

    – Poderia impedir o Morte de avançar, mas meu rei anseia por mata-lo – comentou o serafim esperando por uma resposta do Kleist, mas nada veio. – “É o ser que conversa pela espada”, é o que dizem sobre você no céu, Guerra.

    – “O serafim Inveja é um traidor”... é o que dizem sobre você.

    – Justo.

    Uma energia cinzenta começou a emanar harmonicamente pela corpo e espadas do Inveja. As asas do serafim se aplumaram, então ele avançou erguendo sua espada esquerda e desferiu um golpe com a mesma. Kleist bloqueou o ataque com sua espada, mas o golpe fora mais pesado e forte do que ele havia previsto, desequilibrando-o. Imediatamente, Inveja moveu sua espada direta contra o selo, mas Kleist desviou a lâmina com seu braço esquerdo que era revestido por uma armadura. Em ínfimos instantes, Kleist moveu a ponta da sua espada contra o serafim, que por sua vez se inclinou para trás, deixando que a espada do selo cortasse apenas alguns fios de cabelo. Em uma velocidade absurda, Inveja, de frente para o Kleist, moveu-se até acima dele e o golpeou com as duas espadas. Kleist se jogou para o lado, e o serafim quebrou o chão com golpe.

    Kleist se levantou rapidamente do chão e observou o sangue escorrendo pelo se braço direito. A espada havia pegado de raspão seu ombro direito.

    – Por pouco – sorriu Inveja.

    – Golpes rápidos e pesados – pensava Kleist –, devo mantê-lo afastado de mim e, por cauda de seu olho tampado dificultando sua visão, devo ataca-lo pela direita.

    Inveja avançou novamente em direção ao selo. Kleist girou sua espada envolto em chamas amarelas e a cravou no chão, fazendo com que várias lâminas começassem a emergir do chão. O serafim girou no ar para desviar e cravou sua espada direita no chão e, assim como Kleist, várias lâminas emergiram do chão. Não esperando por isso, uma lâmina saltou do chão perto de Kleist, fazendo-a rasgar a pele de seu rosto verticalmente, quase perdendo um olho.

    – Habilidade interessante – comentou Inveja. – Vou pegá-la emprestada por um tempo.

    Continua <3 :p


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