Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 101

    Personificação

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo,

    Tenho nada para falar na nota inicial não

    É opcional, mas fico triste vendo isso aqui vazio, e não sei porque estou falando isso e.e

    Boa leitura ^^

    Pietra estava caída de bruços no chão, cercada por uma poça do próprio sangue. Desde quando caiu, ela continua imóvel, porém ainda viva com uma respiração bem lenta.

    – Sofri diversas perfurações pelo meu corpo, incluindo em meu estômago, e estou sentindo minha vida se esvaziar... perfeito – pensou Pietra abrindo um sorriso. – Despertar segundo estágio: Personificação da Peste.

    Toda área com os edifícios ficou tomada por um breu, sendo mais escuro do que a própria noite. Luxúria deixou sua aura rosa emanar por todo seu corpo para iluminar, mas não fez quase nenhuma diferença, apenas deixou ver o próprio corpo.

    – Está se escondendo de mim, Peste? – provocou Luxúria.

    Pietra riu, ecoando por toda a extensão do breu.

    – Para seu azar, não mesmo. – Pietra fez uma pausa. – Primeira manha: dor.

    Luxúria deixou sua espada em guarda esperando o ataque da Pietra, mas nada veio. Ínfimos instantes depois, a serafim sentiu fortes dores se alastrarem por todo seu corpo. Na região de sua boca, a armadura de sangue se desfez, e Luxúria começou a vomitar sangue. Pouco tempo depois, todo os resto da armadura de sangue se desfez, e o sangue começou a jorrar por todo corpo da serafim, fazendo-a cair de quatro no chão gritando de dor.

    Como se fosse uma luz em meio a escuridão, Pietra, sem nenhum ferimento em seu corpo, começou a rodear a serafim. Pietra estava com um nimbo (círculo/arco de luz) estendendo-se do meio de suas costas até um pouco acima da cabeça, que formava uma estrela internamente. Observando incrédula, Luxúria a seguia com o olhar, e já não mais sorria.

    – Todos meus ferimentos passaram para você. Inacreditável, não? – esclareceu Pietra com um sorriso. – Em nossa última troca de golpes, você atingiu pontos vitais do meu corpo para não conseguir me movimentar. Mas, na verdade, EU dava brechas para você atacar esse pontos vitais, tudo isso para te deixar debilitada neste exato momento. – Pietra se deleitou vendo a mistura de uma expressão de agonia e espanto em Luxúria. – Cadê seu maldito sorriso agora?

    – DESGRAÇADA!

    Luxúria tentou se mover, mesmo fazendo com que o sangue voltasse a jorrar, mas Pietra havia sumido no breu novamente.

    – Segunda manha: medo – disse Pietra em um sussurro por todo o breu.

    Uma figura idêntica ao Ganância surgiu em meio ao breu, parou de frente para Luxúria, agarrou o queixo dela e levanto sua cabeça para olhar diretamente em seus olhos.

    – Meu... meu rei?

    – Você falhou em cumprir minha ordem, e olhe seu estado.

    – Perdoe-me, meu rei.

    – Você se tornou inútil para mim. Deve morrer.

    – Não... NÃO!

    Ganância sacou a espada e começou a desferir vários golpes em Luxúria, enquanto ela gritava de dor. Depois de alguns minutos dela sofrendo múltiplos cortes, Ganância sumiu, e ela caiu de bruços no chão. Tudo não passou de uma ilusão, porém a serafim sofreu mentalmente.

    – Seu maior medo é o seu rei? Que patético. Uma relação imposta pelo medo e que depende de sucessos para continuar é mais frágil que uma linha fina – disse Pietra.

    – Você não tem medo de seu capitão?

    – Tenho, mas também tenho consciência que nunca irei enfrentar sua fúria, pois nunca vou traí-lo. Ele me encoraja a seguir minha intuições, do mesmo jeito que acredita nelas. – Pietra fez uma pausa deixando o silêncio retornar. – Terceira manha: morte.

    Uma corrente se enroscou em cada braço do Luxúria e ergueu-a no ar. Depois, uma corrente se enroscou em cada perna, esticando-a. As correntes ficaram envolta das chamas verdes da Pietra e começou a sugar a energia vital da serafim, enquanto berrava de dor.

    – Poderia deixar você sofrendo até sugar toda sua energia vital, tendo em vista que você não morre – dizia Pietra saindo em meio ao breu –, mas meu mentor me ensinou que não há beleza em um morte lenta, pois, quando sua alma é arrancada do corpo, sente uma dor imensurável eternamente. E seria desperdício ter dois minutos a menos dessa dor imensurável, não acha?

    Pietra ergueu seu pesado machado acima de sua cabeça e guilhotinou Luxúria a cortando verticalmente ao meio. O corpo da serafim brilhou e desapareceu em seguida.

    Todo o breu foi desfeito, e Pietra se manteve em pé se apoiando em seu machado, bastante ofegante.

    – Curo todos meu ferimentos, mas completamente esgotada. – Ela olhou em direção ao templo onde fica a sala do trono. – Capitão...

    Pietra, cambaleando, começou a caminhar.

         -----------                              ***                               -----------

    Com o Dante...

    Com o aumento de sua fúria, Ira teve a energia negra intensificada e seus músculos, que já eram volumosos, começaram a se expandir ainda mais, e sua armadura se expandiu junto para se reajustar. O serafim aplumou suas asas laranjas e avançou mais rápido do que das últimas vezes. Dante, não se adaptando rapidamente a nova velocidade do inimigo, acabou recebendo um soco de direita no rosto abertamente, arremessando-o a muitos metros de distância de tão forte.

    Dante foi arrastado no chão pelo impacto do soco até parar. Ele continuou caído no chão, sentindo seu rosto doendo e toda sua cabeça remexendo. Quando conseguiu firmar sua visão, percebeu que Ira estava acima dele, preparado para desferir outro golpe. Sem pensar duas vezes, Dante ergueu seu pé direito e acertou uma pezada na cara do serafim. Mas Ira quase não sentiu o chute. O serafim agarrou a perna do Dante com a duas mãos, ergueu-o e afundou-o não chão. As chamas do Dante se intensificaram como aumento de sua fúria, e desferiu um chute de esquerda no rosto do serafim. Ira afrouxou as mãos na perna do Dante, e o selo, com suas mãos para o chão, utilizou as chamas para se propulsionar acima do serafim. Dante juntou suas mãos, deixando-as com concentrada com suas chamas vermelhas, e acertou Ira com uma forte pancada na cabeça.

    – Só isso? – perguntou Ira virando um pouco sua cabeça para olhar para Dante.

    A energia negra do serafim se espalhou exuberantemente e, em ínfimos instantes, concentrou-se nem seu braço direito. Dante, no ar e sem ter como desviar, recebeu o soco diretamente bem no seu peito, fazendo-o cuspir sague e ser arremessado para cima deixando rastro da energia negra.

    – Para um ser que falou tanto dos ideais de seu capitão, mas faz tão pouco para defendê-los – disse Ira, mas Dante não escutou pois já havia se elevado muito com o soco. – Patético.

    Continua <3 :p

     Curiosidades:

    Despertar segundo estágio: para entender melhor o segundo estágio, também é preciso lembrar de como entram no primeiro. Basta os selos apenas liberar todo seu poder para entrar em modo despertar. Na personificação (ou despertar segundo estágio, tanto faz) não é diferente: eles precisam liberar todo seus poder na forma despertar. Porém, os selos precisam de outra “ignição” além de liberar todo seu poder, e cada selo tem uma “ignição” diferente. Para saber se o selo está em personificação é simples: todos eles terão um nimbo (arco/círculo de luz) em suas costas.

    Personificação da Peste: em sua personificação, Pietra ganha um nimbo com uma estrela dentro do círculo. Ela cria uma pequena dimensão onde ela pode manipular do jeito que quiser, da mesma forma que quem entra na dimensão está sujeito ao controle dela também, por isso consegue repassar as feridas. Ela divide a personificação em três manhas: dor, medo e morte. Tanto para manter quanto criar coisas dentro dessa dimensão requer muito de sua mana, por isso não consegue mantê-la por muito tempo e fica esgotada ao termino da personificação. No caso da Pietra, além de liberar todo seu poder, a magia para fazer a dimensão seria a outra ignição para entrar na Personificação.


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!