Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 98

    Responsabilidade

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yoo,

    As vezes fico imaginando como é voz dentro da sua cabeça quando eu lê o que escrevo

    Essa voz ai mesmo que você está escutando agora mesmo

    E como será que é em cada personagem? Hmmmm

    Boa leitura ^^

    Na sala do trono...

    Ganância estava de pé andando pela longa extensão da gigantesca porta com fissuras que brilhavam em laranja.  Ele deslizou o seu dedo indicador esquerdo enquanto caminhava. Levou a mão esquerda até o queixo e parou para refletir um pouco. Tranquilamente, Ganância andou até a frente de seu trono e, para o serafins, perguntou:

    -Não acham que Gula e Orgulho estão demorando demais para dar o sinal para nós cinco avançarmos?

    -Sim –responderam os serafins depois de um curto silêncio.

    -Algo pode estar dando errado.

    -E o que faremos, meu rei? –perguntou um dos serafins.

    -Que bom você tenha perguntado, Ira. –Ganância fez uma pausa para refletir. –Você, junto com Luxúria, deverão ir até aonde a guerra está sendo travada. Se perceberem que a situação não está ao nosso favor, vocês devem emitir o sinal para irmos imediatamente. Fui claro?

    -Sim, meu rei –disseram os dois.

    -Ótimo. Agora vão.

    Ganância retornou a observar a porta pensando em uma maneira para abri-la, enquanto os serafins Ira e Luxúria saíam da sala.

    Com os selos...

    Os seis idiotas estavam caminhando em direção a sala do trono em silêncio. Edward, com a Lizzie em suas costas, estava caminhando alguns passos à frente dos quatro, que se mantinham juntos. Edward, sem contar com a Lizzie, era o mais baixo entre os selos, mas naquele momento, assim como em muitos outros, os selos sentiam que as costas do Edward eram cinco vezes maior que a do Dante. Essa sensação misturado com o silêncio, causava nos selos uma intimidação estranha. Era tanta que nem um dos quatro ousaria quebrar o silêncio. O único que poderia quebrar o silêncio era o próprio Edward, e foi o que ele fez:

    -Vocês conseguiram atingir, né?

    -Atingir o que? –perguntaram os selos se entreolhando com dúvida em seus olhares.

    Edward olhou para trás por cima de seu ombro com seu olho azul e penetrante.

    -A Personificação.

    -Sim –disseram eles sorrindo.

    -Que bom. Se um de vocês, ou até mesmo todos, dissesse não, eu o impediria de dar sequer um passo a mais.

    -Por quê? –perguntou Kleist.

    -Por quê? Você são idiotas, mas não são burros. Já sabem que o mundo está em nossas mãos, assim como na vez do Bahamut. Se alguém falhar, tudo isto talvez venha a falhar também. –Edward fez uma pausa para eles refletirem. –Pietra, não fique achando que o plano em sua cabeça vai dar errado. Faça-o sem hesitar por um instante se quer. Aiken, se acontecer algo que você não previu, não se desespere. Abrace o inesperado e torna-se imprevisível. Kleist, eu sei que ficar inexpressivo exige muito esforço mental do que aparenta. Eu já tentei por um dia, e desisti nas próximas horas. Dane-se isso, foque apenas em matar o inimigo. Dante, não precisa conter sua fúria e, por favor, utilize isso o que você chama de cérebro.

    -E eu? –perguntou Liz.

    -Continue sendo fofa e afiada.

    -Certo –disse ela determinada.

    Edward suspirou.

    -Entenderam?

    -Sim, capitão –responderam os selos.

    -Ótimo, pois isso começa agora –disse ele apontando para dois serafins que estavam voando.

    Um dos serafins que estava voando detinha um corpo grande e forte, sua armadura dourada era bem grande; e seu cabelo era castanho levemente volumoso, este é o serafim Ira. A outra serafim, Luxúria, detendo um corpo feminino que expressa ser frágil, tem um cabelo negro de tamanho mediano; sua armadura dourada cobria apenas até um pouco abaixo de seus seios e, depois, da cintura até o fim da coxa.

    Em um ínfimo instante após Edward ter apontado para os dois serafins, Dante e Pietra passaram correndo na frente dele. Dante saltou e agarrou Ira ainda no ar, fazendo os dois rolarem pelo chão. Pietra também saltou e agarrou a perna da Luxúria, em seguida, arremessou-a para longe do lado oposto do Dante. Pietra deixou seu corpo envolta em suas chamas verdes e, impulsionando suas chamas com a palma da mão contra o chão, ela voou em direção aonde Luxúria estava caindo. Edward e Lizzie, junto com Kleist e Aiken, passaram entre eles e começaram a subir a extensa escadaria em direção a sala do trono.

    Luxúria, ainda voando por ter sido arremessada por Pietra, começou a retomar o controle do voo utilizando suas asas. Porém, Pietra, que no ar estava indo em direção a serafim em uma velocidade superior, acertou-a com o pé no peito da Luxúria, e continuou a carrega-la.

    As duas chegaram em uma parte com construções com variados tamanhos, assemelhando-se a edifícios. As costas de Luxúrias acertava todos as construções de maior altura, enquanto Pietra impulsionava a serafim com mais força. Luxúria abriu um sorriso e agarrou a perna da Pietra, em seguida, arremessou-a para longe, fazendo com que Pietra se chocasse contra várias construções. Luxúria retomou o controle de seu voo, e ficou flutuando poucos centímetros do chão. Pietra tirou os escombros de cima dela com suas chamas verdes. Seus olhos já estavam com a esclera negra e com a íris verde cintilante, e girava seu pesado machado acima de sua cabeça.

    -O selo da peste. Sempre me interessei em estraçalhar você. Nunca soube o porquê.

    -Deve ser porque sou mais bonita que você.

    -E o que isso tem a ver?

    -Ah, esqueci que esse tipo de provocação não funciona com anjos –sussurrou Pietra para si. Em seguida, ela fez uma cara de reprovação. –Suas asas são uma droga.

    Luxúria, em segundos, mudou para um expressão furiosa.

    -O que você disse?!

    -Deu certo! –pensou Pietra.

    Energia rosa começou a emanar por todo corpo da Luxúria, então avançou em uma velocidade elevada. Pietra movimentou seu machado de encontro com a serafim, mas Luxúria, alguns centímetros da Pietra, voou um pouco acima dela, girou e acertou um chute na cabeça da Pietra, que afundou a cara no chão. As chamas verdes da Pietra subiram em direção a serafim, engolindo-a fazendo se afastar.

    Em meio as chamas verdes subindo, o machado da Pietra foi arremessado girando em direção a serafim, que desviou do machado com a lâmina passando centímetros do seu rosto. Segundos depois, Pietra agarrou a perna da Luxúria ainda no ar e jogou-a no chão. A serafim logo se levantou do chão, mas Pietra recuperou seu machado e caiu em direção a ela. Pietra, com uma guilhotina, deslizou o machado por cima da armadura e encontrou a desprotegida barriga, abrindo um corte e fazendo o sangue começar a jorrar. Porém, com o sangue jorrando, Luxúria abriu um largo sorriso. Pietra soube que ela cometera um erro. O sangue que estava sendo jorrado se cristalizou com finas e afiadas pontas, cortando por diversas partes do corpo da Pietra, sendo acertada por um chute no estomago pela Luxúria, em seguida.

    -Esqueceu do meu poder, Peste? –perguntou Luxúria fazendo com que o sangue no corte se cristalizasse, parando o sangramento.

    -Manipuladora do sangue, lembrei –disse Pietra com raiva de si por ter sido tão burra e sofrido tantos cortes em um único ataque.

    Continua <3 :p


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