Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 78

    Gelo e Fogo

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, ansiosos pelo natal?

    Mal posso esperar para comer aquele arroz dlç com uva passas hahaha

    Boa leitura ^^

    Uriel havia acabado de entrar em uma cidade. Ela estava em ruinas, com a maioria das casas sendo enraizadas por várias raízes negras (para variar). Desde quando entrou na cidade, Uriel se sentia estranha, como se a escuridão e corrupção daquele lugar estivesse engolindo-a.

    Repentinamente, Uriel começou a escutar um bater de asas. Ela começou a procurar, então algo quente passou acima dela e pousou em uma construção a frente. Era uma ave completamente coberta pelo fogo. Uma Fênix.

    -Que pássaro é esse? Se ele quiser lutar, não vai ser nada bom –pensou.

    A Fênix olhou para Uriel, encarando-a com receio. Uriel continuava imóvel, torcendo para que a ave fosse embora. Mas não foi.

    A Fênix soltou um turbilhão de fogo em direção a Uriel, que por sua vez rolou para o lado desviando do fogo. Ela começou a correr e a Fênix começou a voar. A ave começou a atirar bolas de fogo em direção a Uriel. Correndo em zique-zaque, ela vinha desviando de todas bolas de fogo, porém, uma atingiu seu ombro, fazendo ela sentir sua pele sendo queimada. Distraída com a queimadura em seu ombro, Uriel foi atingida novamente com outra bola de fogo, dessa vez em sua perna, fazendo ela cair no chão sentindo sua pele queimar. A Fênix começou a voar em círculos acima dela.

    Uriel, com dificuldades, ficou de joelhos, juntou suas mãos e fechou seus olhos.

    -NÃO REZE! SE REZAR, SUAS MÃOS ESTARAM OCUPADAS! –Berrou uma voz perto dela.

    Ela abriu os olhos, assim, vendo Dante.

    -Ajude...

    -Deus já lhe deu braços e pernas, use-os! –vociferou Dante interrompendo ela.

    -Mas eu... sou impotente.

    -Sim, você é impotente. Às vezes me pergunto como você conseguiu se tornar um arcanjo.

    Aquelas palavras atingiram Uriel como um soco forte no estômago.

    -Seus irmãos estão travando uma guerra no céu, e você ai, perdendo para uma simples ave. Completamente impotente. Deveria sentir vergonha de ser um arcan...

    -Calado –interrompeu Uriel.

    Com sua perna tremendo um pouco, Uriel se levantou do chão. Dante começou a sentir uma brisa fria cercando-o.

    -Você sabe pelo o que passei para chegar até a posição que estou?

    Um vento frio rodeou Uriel. Ela esticou o braço e, em sua mão, o vento forjou sua espada que ia se afinando cada vez mais até chegar a ponta, com detalhes de cristais no guarda-mão que tinha o formato de uma flor fechada.

    -Eu fui escolhida para ser um arcanjo após a traição do Lúcifer. EU me esforcei para substituí-lo, tentando me transformar em uma líder melhor do que ele.

    A Fênix atirou mais bolas de fogo nela, porém, elas se apagavam ao chegar perto.

    Uma armadura prateada que cintilava começou a revestir o corpo da Uriel com uma extensa capa branca, suas asas cristalinas apareceram e a pele dela ficou pálida.

    A Fênix atirou um turbilhão de fogo. Uriel esticou sua espada em direção ao turbilhão, e quando houve o contado com a ponta da espada, o fogo se transformou em gelo.

    -Agora, nós fomos traídos novamente por aquele que um dia chamamos de irmãos.

    Uriel girou e cravou a espada no chão, fazendo com que pilares de gelo emergissem do chão, atingindo a Fênix e a congelando ainda no ar.

    Em seguida, Uriel se virou para Dante.

    -Então cale essa maldita bo...

    Ela se auto interrompeu ao perceber que Dante já estava perto dela e repousando a mão em sua cabeça. Dante observou pequenos flocos de gelo no rosto dela e o olho, agora com íris branca (quase azul), detinha um brilho intenso, dando para diferenciar facilmente sua íris e esclera. Era linda.

    -Às vezes precisamos ouvir o que não queremos para enxergar a realidade em nossa frente. E as vezes precisamos nos entregar a fúria para enxergar a extensão de nossa força. –Dante começou a caminhar. –Vamos, não preciso mais te carregar.

    Uriel estava vermelha e paralisada. Ela tentou dizer algo, mas não conseguia, então suspirou e seguiu Dante.

    Em uma floresta no limbo...

    Pietra estava andando em uma floresta completamente estranha: algumas árvores estavam plantadas corretamente no chão, outras estavam de cabeça para baixo e algumas estavam flutuando.

    -Mas que droga de floresta é essa? É mais perturbador do que tentar saber o que se passa na cabeça do Aiken.

    Ela continuou caminhando pela floresta, observando aquelas árvores estranhas e os pequenos bichos negros que ali voavam.

    Depois de mais alguns minutos caminhando, finalmente ela saiu daquela floresta. Agora ela estava de frente para a entrada da cidade, porém, havia uma fera gigante adormecida de costas para ela. Pietra deu mais um passo, então a fera despertou. A fera, quando em pé, chegou entorno de treze metros. Quando se virou para Pietra, a fera tinha três cabeças de cachorro, sendo que as cabeças tinha várias costuras, uma faltavam olhos, outra faltava orelha, mas todas tinha dentes extremamente afiados. A fera tinha faces demoníacas.

    -É um Cérbero! –observou Pietra. –Que fofinho.

    Pietra, com o sorriso bastante feliz, aproximou-se do Cérbero, esticou o braço em direção a ele querendo fazer carinho. O Cérbero abaixou uma de suas cabeças e, no momento que chegou perto do braço dela, fechou sua boca. Mas Pietra já havia puxado seu braço antes dele morder. Agora, ela estava com uma cara furiosa.

    -Mas que merda você tentou fazer, hein?!

    O braço direito da Pietra ficou envolto de suas chamas verdes, então ela socou o rosto que o Cérbero havia abaixado, quebrando sua mandíbula e todos os dentes. Como resposta, o Cérbero deu uma patada na Pietra, arremessando-a floresta a dentro.

    Instantes depois, Pietra já levantou com suas chamas verdes de forma espalhafatosa, incinerando a floresta. Correndo e com o machado em punho, ela saiu da floresta em direção ao Cérbero. Com o machado, arrancou a perna dianteira direta do Cérbero.

    Sim, arrancou, pois seu machado não era afiado o bastante para cortar uma perna espessa, mas sua força bruta sim.

    O Cérbero caiu, em seguida, Pietra saltou. Com uma guilhotina, Pietra arrancou a cabeça esquerda do Cérbero. Cambaleando, a besta tentou fugir, mas Pietra segurou a cauda dele e, grunhindo, ergueu a besta de trezes metros por cima de sua cabeça, em seguida, afundou-o no chão.

    Pietra subiu em cima do peito do Cérbero e ergueu seu machado.

    -Você poderia ter sido meu cachorrinho.

    Ao termino de suas palavras, Pietra cravou o machado no peito do Cérbero, fazendo ele explodir transformando-se em um monte de bichos negros que saíram voando.

    Bufando, Pietra retomou seu caminho para a cidade.

    -Onde será que estão os outros?

    Continua <3 :p


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!