O mundo está nas tuas mãos

  • Angeta
  • Capitulos 9
  • Gêneros Ação

Tempo estimado de leitura: 1 hora

    12
    Capítulos:

    Capítulo 2

    Olhos esmeralda

    Violência

     Chegou a uma ilha com um nome muito esclarecedor. Goldtown. Tudo era feito de ouro, desde o chão das ruas até aos telhados das casas! Melissa foi abastecer o barco com comida, bebida, roupa e foi comprar uma bússola.

        Foi a uma loja que tinha objetos de navegação. Na bancada estava uma rapariga de estatura média, longos cabelos ruivos, olhos verdes esmeralda e muito bela.

        -Vai comprar alguma coisa ou não?

        -Por acaso precisava de uma bússola.

        -Tenho cem bússolas. Posso saber para onde vai?

        -Quero ir para a próxima ilha.

        -Kyushu?

        -Exatamente. Então…qual é a bússola?

        -Esta. Tome, são cinquenta euros.

        -Cinquenta?! Isso não é um exagero?!

        -Se quer pague se não quer não pague.

        -Eu pago. Aqui tem.

        Melissa saiu da loja, mas sentia uma enorme curiosidade em saber quem era aquela rapariga. Sentia que algo de mal lhe iria acontecer, mas não deu muita importância a isso, afinal era só um sentimento. Foi alojar-se num hotel e passou lá a noite. Acordou e foi dar um passeio pela cidade. Começou a ouvir uns rumores de que existia um gangue que assaltava as pessoas e que o próximo ataque seria nessa manhã. Muitos não acreditaram até que viram o chefe. Era robusto, rude, bruto e estava todo tatuado.

        -Vá coloquem tudo o que têm neste saco.

        Melissa não entendia, porque é que as pessoas o faziam se o chefe não trazia qualquer arma!

        -Desculpe, mas porque é que estão a dar as vossas coisas se ele nem uma arma tem?

        -A senhora não sabe? Ele comprou esta ilha e temos de obedecer senão somos executados!

        -Que horror!

        Nesse momento, ela viu a rapariga de longos cabelos ruivos. Fazia parte do gangue. Não podia deixar de estar surpreendida, mas isso explicava porque é que ela era rude. Mesmo assim ela não acreditava que a rapariga era má, ia investigar isto a fundo.

        O gangue foi-se embora com os bens preciosos e foi para o cume de uma colina onde estava a sua “sede”. Melissa segui-os para tentar recuperar os bens preciosos das pessoas, mas quando chegou á sede foi capturada e feita prisioneira num quarto. Não ficou assustada, porque já tinha sido amarrada assim e era fácil escapar. Desatou as cordas e cuidadosamente sem fazer ruído saiu do quarto e saiu da sede. Era hora do almoço e todos estavam a dormir. Pegou no saco e levou-o consigo. Quando ia sair a rapariga ruiva apareceu e estava com um olhar capaz de matar.

        -Onde é que pensas que vais? Esse tesouro é meu.

        -Para que precisas disto? A tua loja tem muito lucro!

        -Pois tem, mas o dinheiro não chega.

        -Não chega para quê?! É mais que suficiente para a vida inteira! Não precisas de roubar as pessoas nem roubar piratas!

        -Como é que sabes que roubo piratas?!

        -Vi os teus outros tesouros… aquelas riquezas só vêm do mar. RESPONDE!

        -Tu não entendes nada!

        -Como assim?!

        -O chefe, Aleh, comprou a nossa ilha!

        -Já sabia disso.

        -Mas ao comprar a ilha comprou também todas as pessoas que vivem cá! Foi há dezasseis anos atrás quando eu tinha oito anos.

        Aí, Bella, lembrou-se como tudo começou. Era um dia normal na ilha. Bella e a sua irmã adotiva, Carma estavam em casa a ajudar a mãe na loja. Bella, sempre quis ser uma navegadora. Navegar por todos os mares, desenhar todas as ilhas, já que ainda não tinham sido todas descobertas. Sonhava em desenhar o mapa do mundo completo. Nessa tarde, Aleh chegou á ilha e matou o presidente e ficou no comando colocando a bandeira com o símbolo do gangue.

     -Oiçam todos, porque só falo uma vez! Esta ilha pertence-me e todos têm de obedecer às minhas ordens! Quem não obedecer, morre.

        -Vocês não podem fazer isso!

        -Quem é esta mulher?

        -Sou uma ex-soldado da Marinha. Conheço muito bem as leis do governo e sei muito bem que não podes comprar uma ilha sem a autorização do governo.

        -Eu faço o que bem me apetecer! Já agora não comprei a ilha, matei o presidente.

        -Estás feito!

        -Mãe! Olha para o desenho que fiz da nossa ilha!

        -Bella, isto está perfeito!

        -O que é isto?

        -Dá-me o desenho!

        -Devolve o desenho á minha filha!

        -Foste tu que o fizeste?

        -Fui! Dá-me o desenho!

        -Mudança de planos! Vamos levar esta rapariga ela vai ser-nos muito útil para desenhar o mapa das ilhas que formos roubar.

        -Eu não quero ir, mãe!

        -Vocês não vão levar a minha filha para nenhum lado!

        -Bella, mãe!

        -Carma! Anda cá filha.

        A mãe de Bella abraçou as duas e disse ao ouvido de cada uma que as amava. Aleh, agarrou no braço da mãe das meninas e começou a bater-lhe. Quando ela já não se podia defender, com sangue a escorrer pela testa, nariz e boca pegou numa arma e disparou diretamente para o coração. Elas assistiram a tudo e começaram a chorar e a abraçar a mãe coberta de sangue.

        -Ainda não acabei. Tu vens conosco.

        Pegaram na Bella e levaram-na para a sede. Carma desesperada tentou lutar, mas acabou por ser esfaqueada e foi diretamente para o médico.

        Chegaram á sede e forçaram Bella a fazer uma tatuagem com o símbolo do gangue. Após a tatuagem estar feita ela fugiu para a cidade. Quando a viram ficaram contentes, mas olharam para o braço dela e viram o símbolo do gangue. Aí a cidade virou-lhe as costas e abandonou-a. Triste e magoada correu de novo para a sede para fazer um acordo com Aleh.

        -Aleh gostas de dinheiro, não gostas?

        -Sim, porquê?

        -Tenho um acordo para ti. Se eu conseguir arranjar os dez mil milhões de euros tu deixas a ilha para sempre.

        -Pode ser, mas se não conseguires serás a minha navegadora.

        -Aceito!

        A partir deste dia, Bella esforçou-se para arranjar o dinheiro. Saiu para os mares roubando piratas e juntando o seu tesouro num esconderijo. Teve de fazer coisa que nunca pensava que iria fazer para sobreviver.

        -Ah…agora entendo… não sabia.

        -Não tinhas como saber.

        -Disseste que eras uma navegadora, não foi?

        -Sim, porquê?

        -Quero que sejas minha companheira!

        -Deve estar a gozar! Roubaste-me o tesouro e agora queres ser minha amiga?!

        -Tenho de devolver os bens às pessoas. Vem comigo e assim o teu inferno acaba.

        -O meu sim, mas depois começa o inferno das pessoas que amo! Se eu fugir, matam todos…

        -Só tenho de derrotar o Aleh, não é?

        -Não estás a perceber, ele não pode ser derrotado! Nunca ouviste dizer que um em cada um milhão nasce com poderes subnaturais?! Ele nasceu com poderes…o poder de controlar os seres vivos!

        -E depois? Todos têm um ponto fraco e além disso, eu quero-te ao meu lado a guiar-me pelo mar.

        -Existem outros navegadores por aí!

        -Mas eu quero-te! Vou derrota-lo e depois vens comigo…porque és minha companheira!

        Bella, ficou tocada. Desde a morte da sua mãe ninguém a ajudou. Ela era uma simples ladra que fazia tudo para sobreviver. Quando viu que Melissa estava disposta a sacrificar a vida por ela, chorou e disse:

       -Melissa, salva-me eu não aguento mais.

       -Não te preocupes, ele não vai magoar-te mais.

        Melissa foi a correr até á sede. Viu que Aleh estava a contar o dinheiro e os soldados estavam a embarcar para irem assaltar um barco pirata.

        -Aleh!

        -Quem és tu?

        -A pessoa que vai matar-te!

        -Matar-me?! Tens noção de que eu sou invencível? Eu tenho o poder de controlar todos os seres vivos!

        -Eu também tenho um poder. O poder da destruição!

        -Com um poder maior não deves ter tanto controlo sobre ele, pois não?

        -Não vou mentir, após três anos de treino ainda não o consigo controlar totalmente.

        Sem avisar Aleh aproveitou o momento e com o seu poder fez aparecer uma corrente que se prendeu á volta do pescoço de Melissa.

        -Mas… o que é isto?! Não consigo tirar!

        -Esta é a corrente do Inferno. Com ela consigo controlar as pessoas ou animais. Usei isto tantas vezes com a tua amiga, Bella. Acolhia e dei-lhe uma vida melhor do que quando era uma ladra.

        -Ela sofreu muito por tua causa! Obrigaste-a a trabalhar para ti durante dezasseis anos e doze horas por dia! Isso é exploração!

        -Achas que eu não sei disso?! Ela nunca vai pagar-me…nunca vai sair do Inferno!

        -Vai sim e sabes porquê? Porque vou derrotar-te e fazer com que ela se torne minha companheira!

        -Deita-te!

        Como Melissa tinha a corrente ela deitou-se contra a sua vontade. Tentava-se levantar, mas não valia a pena, pois Aleh estava a controla-la.

        -Não vale a pena resistires. Assim não vais conseguir, nem vou ter de sujar as mãos.

        Ela lembrou-se das lagrimas de Bella e isso motivou-a a levantar-se. Consegui e Aleh não queria acreditar no que estava a ver. Melissa ativou o seu poder. As mãos dela ficaram com uma bola vermelha á volta dos punhos. Agarrou na corrente com força e quebrou-a.

        -Como é que conseguiste?!

        -Este poder dá-me força subnatural nos punhos. Se for bem treinado consigo ter a força de um Dragão, por isso chamo-lhe Punho de Dragão.

        Melissa pensou para si, «tenho de me despachar, não aguento com este poder durante muito tempo»

        Ela correu na direção dele e conseguiu ataca-lo com um soco. Aleh com a força do soco embateu na parede da sede e começou a sangrar pelo nariz e pela boca. Sabia que não tinha hipótese numa luta corpo a corpo, então entrou na sede e foi para o andar mais alto. Melissa seguiu-o. O problema é que nos andares Aleh ainda tinha alguns homens e estava a controla-los pela coleira.

        -Boa sorte com eles!

        -Seu cobarde! Anda cá se tens coragem!

        Os homens rodearam-na e pegaram nas espadas prontos para atacar. «Não posso usar mais que um poder ao mesmo tempo, vou ter de me desviar». Eles começaram a golpeá-la, mas Melissa desviava-se facilmente até que ficou distraída e um lhe fizesse um corte que cobria as costas toda. Deitou-se no chão a gemer de dor. «Como é que baixei a guarda?! Isto dói e estou a perder demasiado sangue. Tenho de me levantar». Levantou-se e lutou corpo a corpo com os soldados. Após os ter vencido, esforçou-se e subiu as escadas rapidamente, porque com aquele ferimento ela não iria muito longe. Encontrou Aleh no topo com mais homens a defende-lo.

        -Parece que a menina fez um dói-dói.

        -Não te preocupes, tu também terás um. Não te perdoou-o pelo que fizeste com as pessoas desta ilha. És um monstro.

        -Falou a que apareceu em todos os jornais como a “arma mortal”!

        -Sim, é isso que me chamam, mas não me importo. Sabes porquê? Sei que vou encontrar companheiros que nunca me vão deixar sozinha.

        Os homens que o estavam a proteger atacaram-na, mas desta vez ela não estava distraída e soqueou todos os que se meteram no caminho. Olhou nos olhos de Aleh com um olhar matador e ameaçador. Ele ficou com medo e começou a tremer. Deu alguns paços para trás para começar a correr, mas Melissa foi mais rápida e sem ele se aperceber ela bateu-lhe no nariz partindo-o. Estava no chão a agarrar o nariz.

        -O menino fez um dói-dói, foi?

        -Vais pagá-las!

        Aleh pegou numa faca que tinha no bolso e esfaqueou-a no tornozelo. Gritou de dor e para se vingar tentou dar um soco nele, mas ele desviou-se e ela deu no chão. Este rachou fazendo com que o edifício desmorona-se. 


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