Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 66

    Estrela da Manhã

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, bem vindo a história com conteúdo (um pouco) autista semanalmente...

    Preparados para surpresa? Tomara que não.

    Boa leitura ^^

    Uriel, junto com Lizzie, voava em direção a cidade de Alexandria. Demoraram cerca de uma hora para, enfim, avistaram a cidade. Alexandria era uma cidade grande, com um império que tem uma influência muito grande sobre qualquer outro império.

    Aproximando ainda mais, Uriel começou a abaixar o voo aos poucos. Mas, sem que ela esperasse por isso, seu corpo fraquejou, suas asas retraíram e sumiram. As duas começaram a cair em queda livre de uma altura razoável. Uriel pegou Lizzie das suas costas e trouxe até perto do seu peito, e, quando chegou ao chão, ela rolou e logo conseguiu levantar.

    Correndo dentro da cidade, entrando em becos e curvando ruas, Uriel era guiada pela Lizzie para encontrar o lugar onde estava o selo. Virando uma última esquina, quase atropelando as pessoas, Lizzie avistou um bar, e logo apontou para ele. Uriel correu ainda mais rápido, abriu a porta, entrou e logo Lizzie berrou:

    – DANTE!

    Ao escutar o seu nome, Dante virou a cabeça e viu Uriel com a Lizzie chorando. A massa de musculo de quase dois metros, que estava atendendo um cliente, foi em direção a elas atropelando qualquer um que estava no caminho.

    – Liz, Uriel...? O que estão fazendo aqui?!

    – O Ed... Ed está morrendo! – disse Liz em meio as lágrimas

    – Morrendo?! Diga-me onde ele está, rápido!

    – Não... ele disse que era  para juntar os outros antes – explicou Uriel.

    – Juntar os outros?! Não brinca comigo!

    – Dante, ele disse que era uma ordem! – vociferou Liz.

    – Ordem?! Aquele idio... – Dante se auto interrompeu ao ver que a Lizzie estava tossindo sangue. – Você já está sendo afetada a esse nível... – Ele virou a cabeça para trás. – Estou de saída!!

    Dante saiu do bar destruindo com o seu corpo a porta e um pouco da parede de tijolos que a cercava. Com as duas acompanhando Dante, eles foram correndo pela cidade até chegar em uma área mais afastada da cidade, com uma floresta de espinhos a sua frente.

    – É seguindo por aqui que está o próximo selo, Liz? – perguntou ele.

    – S...sim – respondeu Liz, com cansaço em sua voz.

    O corpo da Uriel fraquejou novamente, então ela caiu de joelhos no chão.

    – Você está bem, Uriel?

    – Estou... só preciso... – ela tossiu sangue.

    Dante, sem pensar muito, pegou a Lizzie e colocou em suas costas, em seguida, pegou Uriel em seus braços. Ele liberou uma quantidade exagerada de suas chamas vermelhas.

    – Não está me queimando – observou Uriel, um pouco envergonhada.

    – Agora minhas chamas queimam apenas o que eu quero, assim como a do capitão. – Ele fez uma pausa. – Liz, estamos muito longe do próximo selo?

    – S...sim.

    – Que se foda ser discreto.

    As chamas vermelhas do Dante se espalharam por todo local, chegando bem próximo da cidade. Em menos de um piscas de olhos, ele disparou em corrida, deixando apenas rastros de suas chamas para trás.

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    Na floresta onde Edward está caído...

    Edward continuava caído com a espada fincada em seu peito. Ele já não sentia mais o resto do seu corpo, apenas a dor em seu peito e no seu olho esquerdo.

    – Maldita espada que aumenta a sensibilidade da dor e não deixa minhas feridas cicatrizarem – pensou ele. – Foi mal, Liz, mas cheguei ao meu limite.

    Os olhos do Edward se fecharam, o sangue continuava a escorrer pelo seu peito. Ele começou a sentir sua vida sendo esvaziada.

    – Ora, parece que você precisa de uma ajudinha – disse uma voz se aproximando do Ed.

    Edward escutou a voz, e tentou abrir os olhos. Porém, ele não tinha força suficiente para abri-los.

    – Mas não se engane, apenas vim pegar o que é meu por direito.

    Ao termino destas palavras, Edward sentiu um alivio imediato em seu peito, e, de pouco em pouco, sentiu a dor diminuindo e seu poder voltando. Edward conseguiu abrir um pouco do seu olho direito e pode ver quem era o homem daquela voz: ele tinha cabelos negros e olhos vermelhos. Edward não pode acredita quem era.

    – Sa...Samael? – perguntou Ed com dificuldade.

    Lúcifer abriu um sorriso largo em seu rosto. Ele redirecionou a ponta da lâmina da espada na garganta do Edward.

    – Não sei se essa cara ridícula é por ter me visto ou por estar quase morto. Quem você achou que seria? Aquele demônio que você matou? Como chamava mesmo? Mika...ela? Não me faça rir, Morte... ou Edward, sei lá.

    – Era... para você estar... morto.

    Lúcifer suspirou.

    – Eu ensinei a você... a TODOS vocês que deveriam certificar que o inimigo estava morto usando suas lâminas ou punhos. Mas vocês me escutam? Não! Por isso são discípulos idiotas.

    Eles ficaram se entreolhando, então Lúcifer cravou sua espada no chão ao lado do rosto do Edward.

    – A minha espada ressoou para me chamar, mas não acreditei que era verdade. – Ele riu. – Tive três grandes surpresas vindo aqui. A primeira, e a que mais gostei, é você semimorto. – Ele começou a manejar a espada dando cortes no ar. – Segundo, a minha espada. – Ele virou para trás e deixando-a apontada. – E terceiro, um maldito arcanjo para matar.

     Seguindo a direção da ponta da lâmina do Lúcifer, havia um anjo com suas asas cristalinas aplumadas e sua armadura prateada. Ele tinha uma pele morena, os cabelos eram verdes com um tom mais escuro e seus olhos igualmente verdes.

    – Quanto tempo não o vejo, Sasael – disse Lúcifer com um sorriso.

    – Era para você estar morto, Samael.

    – Pode me chamar de Lúcifer, por favor. E, se não me engano, era para você estar no céu.

    Sasael deu de ombros.

    – Tenho que garantir a morte do capitão dos selos. Se sair daqui, não te incomodaremos em seus planos, Lúcifer.

    – Desculpe-me, Sasael, mas tenho que recusar.

    – Por quê? Você não deseja que ele esteja morto também?

    – Ora, com certeza. Mas é todo aquele clichê dele ser meu discípulo, e, por isso, eu sou o único que pode matá-lo.

    – Então terei que te matar também.

    Lúcifer deu altas gargalhadas.

    – Pode tentar se quiser – provocou Lúcifer, com um olhar sério.

    Das suas costas, e de maneira rápida, Sasael sacou duas bestas e começou a atirar flechas de energia em Lúcifer. As asas negras do Lúcifer se abriram, e, quando ele ia voar para desviar, lembrou que Edward estava caído atrás dele. Praguejando mentalmente, Lúcifer começou a ricochetar as flechas com sua espada com extrema leveza e facilidade. Na última flecha, ele precisou desviar para o lado, fazendo a flecha passar próximo de seu rosto.

    – Quem está semimorto e incapaz de lutar, por favor, retire-se – disse Lúcifer chegando perto do Edward.

    Lúcifer acertou um chute certeiro e forte no estômago do Edward, fazendo-o ser arremessado distante do campo de batalha. O sangue voltou a escorrer pelo boca do Edward.

    Fechando os olhos, Lúcifer inspirou, expirou e voltou a ter um largo sorriso estampado no rosto.

    – Como é bom estar de volta.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Anjos: no plano espiritual, os anjos não sangram e só podem serem mortos por um outro anjo, porém, sentem dor. No plano existencial, eles sangram, sentem dor e qualquer um pode matá-los.

    (Capítulo Remake)


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