Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 65

    A Queda

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, bem-vindo a história com conteúdo (um pouco) autista semanalmente...

    Boa leitura ^^

    As lâminas do Edward e do Miguel estavam sendo prensadas uma contra a outra. Criando faíscas, as lâminas deslizaram uma sobre a outra, então começaram a trocar golpes rápidos. A cada impacto, a pressão se espalhava pelo local, fazendo com que os Errantes não conseguissem chegar perto. Continuaram a trocar golpes com as lâminas, até que Miguel achou uma brecha, e acertou um chute na barriga do selo, fazendo-o se afastar. Não querendo perder tempo, Miguel logo redirecionou sua espada em direção ao rosto do selo da Morte. Com um pensamento rápido, Edward começou a girar o seu corpo, fazendo com que a lâmina passasse raspando em sua bochecha, e, aproveitando-se do giro, ele acertou uma cotovelada no rosto do arcanjo, arremessando-o.

    Os dois, ofegantes, pararam por um tempo e ficaram se entreolhando.

    – Da onde você tirou tanta força? – perguntou Ed. Logo, sua expressão mudou para preocupado. – Não me diga que...

    – Rompemos nossos selos de restrição de poder imposto por Deus? Sim.

    – A situação está mais feia do que pensei – pensou Ed, comunicando-se com Liz.

    – Eu avisei. Temos que sair daqui antes que Natanael tente atacar também –advertiu ela.

    Os Errantes pularam nas costas do Edward, mas ele virou e cortou todos os seis, fazendo com que vísceras fossem espalhadas pelo chão. Miguel atirou um feixe de luz amarelo em direção ao Edward, mas ele desviou dando um passo para o lado, fazendo com que o chão fosse queimado. Diversos Errantes começaram a ir para cima do selo novamente, porém ele cravou o cabo da foice no chão, e vários pilares de chamas azuis emergiram do chão, incinerando todos. Entrando em meio as chamas, surpreendendo Edward, Miguel foi direto com uma estocada, mas ele conseguiu desviar com o cabo da foice, fazendo o arcanjo passar direto.

    – Força total, Ed? – sussurrou Liz.

    – Não... não agora.

    Edward levantou voo, em seguida, Miguel fez o mesmo, acompanhando-o. Edward abaixou sua foice para ir de encontro com espada do arcanjo. Novamente, com impacto das lâminas, a pressão foi emposta sobre todos, e as chamas azuis do Edward se espalharam. Continuaram a confrontar as lâminas, até que Miguel agarrou o pescoço do Edward e jogou-o para o chão. Edward firmou sua queda com os pés, o chão abaixo dele se despedaçou. Ele moveu sua foice para cima, fazendo com que a lâmina passasse raspando no pescoço do anjo, que estava descendo para atacar ele, e fazendo-o rolar pelo chão.

    Miguel logo se levantou e voltou a encarar o selo. No momento que Edward iria fazer um movimento, sentiu outra presença forte, mas já era tarde demais: a espada do novo inimigo cortou Edward diagonalmente do seu olho esquerdo até o seu peito. Edward sentiu seu corpo todo vibrar com uma dor extrema. O inimigo desconhecido deu um chute em seu peito, fazendo com que ele fosse arremessado até a beirada do céu.

    Com muita dificuldade, Edward ficou de joelhos. A dor que ele estava sentindo era maior do que o normal. Ele escutou os passos do seu inimigo, mas não conseguida enxergá-lo, pois seu olho esquerdo estava coberto de sangue e a visão com seu olho direito estava embaçada.

    – Você se precipitou demais, Morte – disse o novo inimigo.

    Edward sentiu a lâmina perfurar seu peito, o desconhecido deixou a espada alojada. A dor do Edward se intensificou muito mais, ele sabia que aquela dor não era normal.

    – Últimas palavras? – perguntou Miguel.

    – Pre...parem-se – respondeu Ed com dificuldade e com um leve sorriso.

    – Palavras vagas – retrucou o desconhecido.

    O desconhecido chutou o rosto do Edward, fazendo-o cair livremente do céu. Edward caia de braços abertos, vendo se distanciar cada vez mais do império acima das nuvens. Um pouco mais abaixo dele, uma fenda foi aberta, ele entrou.

    Voltando ao plano existencial, Edward vinha caindo quase que inconsciente, até que seu corpo encostou no chão. Uma cratera funda e ampla se estendeu por aquela parte da floresta. Edward ficou caído no chão com a espada fincada em seu peito transpassada até intercalar-se com o solo também. Lizzie saiu da sua forma de foice, colocou a mão no rosto do dele e começou a dar leves tapas.

    – Ed...Ed...fique acordado!

    Edward abriu seu olho direito aos poucos.

    – Liz...zie? – tentava dizer ele.

    – Sim, sou eu! Fique calmo... vou retirar a espada do seu peito!

    Lizzie se levantou, pegou no cabo da espada e puxou, porém a espada não saiu nem um pouco. Ela continuou a puxar cada vez mais forte, mas não se movia. O desespero começou a tomar conta do corpo da Lizzie, e lágrimas começaram a escorrer.

    Ela escutou o bater de asas, levando ela quase ao surto. Mas, quando se virou para olhar, era Uriel. Avistando os dois, Uriel pousou.

    – Uriel, ajude o Ed! – pediu Liz, choramingando.

    – O que aconteceu?! – perguntou ela, indo em direção a espada.

    – A gente foi para o céu... ai... ai eles fizeram isso com o Ed – tentava diz Liz em meio ao choro.

    Uriel segurou e cabo da espada e puxou, mas a espada não se moveu. Ela continuava tentando puxar a espada com cada vez mais força, mas não conseguia.

    – Eu estou fraca, não estou conseguindo – disse ela, continuando a puxar a espada.

    Lizzie ficou ainda mais desesperada. Ela caiu de joelhos perto do Edward e colocou as mãos em seus rosto.

    – Vai ficar tudo bem, Ed. Espere mais um pouco.

    Edward começou a sentir as lágrimas da Lizzie cair sobre seu rosto. Então ele soube que uma decisão tinha que ser tomada.

    – Liz... vá com Uriel... encontre os quatro – ele se engasgou com o sangue em sua boca –, e não volte... até juntá-los.

    – Não, Edward! Não... não irei te deixar aqui! – O choro dela aumentou. – Eu não quero!

    – Liz...

    – Deixe pelo menos encontrar um e voltar, então!

    Ele levou sua mão direita até o rosto da Lizzie e puxou-a para mais perto.

    – É uma ordem! – balbuciou ele em um tom sério, fazendo-o engasgar.

    Lizzie travou. Aquela havia sido a primeira vez que ela tinha escutado Edward dizer “ordem”. Agora ela estava dividida entre a emoção e a razão. Lizzie se aproximou mais do rosto do Edward, deu um beijo na testa dele e levantou.

    – Voltaremos, Ed. – Ela enxugou as lágrimas e olhou serio para ele. – Pode ter certeza.

    Ela subiu nas costas da Uriel, e apontou para o leste. Uriel e Edward trocaram olhares e assentiram com a cabeça. Ela levantou voo.

    – Desculpe-me, Lizzie, mas não iria dar tempo de você encontrar um selo e voltar – pensava Ed. - Mas irei ficar vivo até você encontrar pelo menos um.

    Continua <3 :p

    (Capítulo Remeke)


    Somente usuários cadastrados podem comentar! Clique aqui para cadastrar-se agora mesmo!