Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 54

    Desentendimento

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, estou decepcionado com minha história

    Não consigo adicionar dragões nela, isso é triste :c

    Boa Leitura ^^

    Antes mesmo que percebem, os selos pegaram no sono, exceto Edward, como sempre. A morte não descansa, Edward sempre ficava repetindo isso em sua cabeça. Mas, dessa vez, Mikaela também havia ficado acordada. Então, ela subiu na casa onde estava Edward e sentou-se ao seu lado.

    – Você está bem? – perguntou ela.

    – Estou. Por que não estaria?

    – Porque você matou seu mentor.

    Edward deu de ombros.

    – Você é estranha. – Bochechou. – Sempre consegue saber o que estou pensando.

    – Ah, mas isso você também consegue fazer comigo – sorriu.

    – Aliás, o que aconteceu com Teach e sua tripulação?

    – Fomos atacados por uma horda de demônios. Com ajuda deles, conseguimos derrotá-los. Então pedi para que saíssem da baia.

    – Por que não foi embora junto com eles?

    – Porque... – ela bocejou e depois deitou a cabeça no colo dele. –Porque alguém prometeu me proteger de tudo e todos.

    – E quem foi? – ele desviou o olhar.

    – Você.

    – Lembro disso não – assobiou.

    Mikaela começou a beliscar a perna dele.

    – Agora eu lembrei! Fui eu!

    – Bom mesmo – resmungou.

    – Ah, droga! – exclamou Ed.

    – O que foi?!

    – Esqueci de perguntar para o Samael se ele sabia o porquê da cor do meu cabelo ser branco!

    – Você é mesmo idiota.

    – Calada.

    Com a luz do sol em seus rostos, os selos finalmente acordaram. Estavam completamente revigorados após um boa noite de sono. Quando decidiram falar com Edward e com a Lizzie, eles não estavam mais em cima da casa.

    Edward e Lizzie se afastam do bando, estavam distantes deles, mas permaneciam no que sobrou da cidade. Após estar em uma distância considerável, ele parou.

    – Miguel, apareça! – vociferou.

    Edward teve apenas o soprar do vento como resposta.

    Ele já estava praguejando mentalmente, mas, quando virou para ir embora, Miguel estava parado, com seu cabelo loiro ondulando junto ao vento enquanto sorria, até que o tempo ficou lento, e seu cabelo parou.

    – Nossa, fiquei surpreso por você ter me chamado. O que você quer, Morte?

    – Pensei que você não iria vir.

    – Não deveria, mas, sempre quando se trata de vocês, Ele sempre faz de tudo.

    Edward sentiu um tom de raiva na voz do Miguel.

    – Por que não me contou nada sobre o Samael? – perguntou Ed friamente.

    – Ah... então é sobre isso. Bem, digamos que tenha... esquecido – respondeu Miguel levando sua mão ao cabelo e sorrindo.

    Edward ficou sério. Ele pegou a Lizzie em suas costas, transformou-a em foice e deixou a lâmina azul envolto do pescoço do arcanjo.

    – Você acha que estou brincando?! – vociferou Ed. – Você sabe o risco que a gente passou?! Ele sabia como combater a gente.

    – Mas vocês tinham o despertar!

    – Tivemos sorte dele nunca ter visto nós usarmos o despertar.

    – Tire essa lâmina daqui – indagou Miguel em um tom sério.

    – Estou louco para você tentar me obrigar a fazer isso.

    Miguel empurrou a lâmina da foice com sua mão esquerda e, com a direita, começou a sacar a espada, mas ele parou e olhou para o céu. O arcanjo voltou a olhar para o Edward, que também estava sério, então sumiu. O tempo começou a fluir normalmente, e Edward começou a ficar mais calmo.

    Os selos avistaram Edward com sua foice em punho, então eles correm preocupados, preparados para lutar.

    – O que foi, capitão?! – questionou Dante.

    – Hã? – Ed transformou Lizzie na sua forma Nephilim. – Nada não, apenas vi um vulto.

    – Está com medinho? – provocou Kleist.

    – Hã?! Pelo menos eu não corri de medo do Samael.

    – Cale a boca!

    – Fugir de medo? Não. Apenas você conseguiria combater Samael sem hesitar, capitão. Nossos sentimentos humanos atrapalhariam na luta contra ele – pensou Dante.

    – Ei, Mika, para aonde nós vamos, mano? – perguntou Aiken.

    – Temos que ir ao norte.

    – Vai demorar muito? – Pietra choramingou.

    – Não, mas o clima do caminho da cidade de Taric até Zestria é estranho.

    – Estranho...?

    Lizzie começou a sentir a presença de vários humanos se aproximando do local, e disse:

    – Ed, tem humanos chegando. Mas eles ainda devem estar no mar.

    – Mas por que eles estão vindo para cá?

    Todos eles olharam ao redor, visando toda a destruição da cidade e do bosque, sem nenhuma alma viva além deles.

    – Ah, faz sentido – disseram.

    Então, antes que as pessoas chegassem, eles tomaram rumo para a cidade de Zestria.

    A estrada para a cidade de Zestria era nada chamativa, com pouquíssimas árvores. Como eles já haviam antecipado, nenhuma alma viva pela estrada. Nada. Nem mesmo animais escaparam das garras sujas de Bahamut. E isso só alimentava mais à vontade deles para acabar logo com o rei demônio.

    Após alguns minutos de caminhada, eles se depararam com uma cena surpreendente e, ao mesmo tempo, bizarra: no local onde estavam, o calor era escaldante, mas, alguns passos à frente, estava nevando tão intensamente que o lugar foi coberto pela cor branca da neve.

    – Eu avisei que o tempo era estranho – reforçou Mika.

    – Estranho? Isso está mais para bizarro do que para estranho! Tem alguma explicação para isso? – perguntou Pietra.

    – Não – respondeu Mika. – Várias pessoas já tentaram descobrir algo, mas, no fim, não descobriram nada relevante. É um completo mistério.

    Edward se aproximou da neve e apalpou-a com a mão e disse:

    – Esse mundo é realmente impressionante, não acham?

    – Não – responderam eles.

    – Eu sei que vocês falaram isso para me irritar! – vociferou Ed.

    – Passei a odiar coisas geladas depois de lutar contra dois usuários de gelo – lamentou Dante.

    – Tomara que muita neve não estrague meu cabelo – reclamou Pietra.

    – Mais do que já é? – provocou Liz

    – Fique quieta, Liz!

    – Véi, vai ser um saco andar nisso aí. Cês não acham melhor esperar derreter isso tudo? – sugeriu Aiken

    – Nem pensar! – responderam eles.

    – Vamos logo, não estou aguentando mais minha vontade de matar Bahamut – disse, por fim, Kleist.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Despertar: Como já havia dito alguns capítulos atrás, o despertar foi descoberto um pouco antes da luta contra Bahamut. Resumidamente, eles liberaram todo seu poder, fazendo com que eles entrassem naquelas formas. Ou seja, o despertar é a forma que os poderes deles criam ao serem completamente liberados, assumindo a forma que eles gostam, inconscientemente. O despertar não consegue alterar as armas que eles empunham, que no caso do Aiken e Pietra continuam com a mesma forma. Entretanto, no caso do Edward, a foice muda de forma, pois ela é parte de seu poder.

    “Mas tio, a espada do Kleist mudou de forma quando entrou no despertar...”

    Sim, de fato, mudou. Reflitam sobre isso, meus caros leitores.

    (Capítulo Remake)


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