Os Cinco Selos

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    14
    Capítulos:

    Capítulo 52

    Morte

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, foi mal pelo atraso. Tive que sair ontem, ai não deu tempo de finalizar...

    Pretendia postar mais cedo, mas tive que sair novamente e.e

    Boa leitura ^^

    – Despertar: Deus da Morte

    As chamas azuis do Edward tomaram o local, obrigando Lúcifer se afastar alguns metros. O anjo sentiu o poder do Edward crescer excepcionalmente, até que, sem ele saber o porquê, parou de senti-lo.

    As chamas azuis do Edward se extinguiram, assim, demonstrando sua nova forma: ele havia ficado maior, um manto azul escuro tomou todo seu corpo, deixando apenas suas mãos esqueléticas exposta. O seu capuz ocultava todo seu rosto, deixando uma pequena parte do seu queixo esquelético exposta, e apenas dava para ver o brilho azul de seus olhos. Suas asas, antes de energia negras, viraram apenas ossos. A sua foice também aumentou de tamanho, ficou completamente cinzenta, e a lâmina também ficou cinzenta com várias caveiras e algumas runas estampadas nela.

    – Aaah, o doce som da miséria – disse Ed com uma voz abafada.

    – Do que você está falando?

    – Das almas pecadoras que ficaram presas no limbo, é claro. Escuto os seus choros, arrependimentos, dores e, é claro, a sede de vingança querendo que eu mate você.

    – Exibido.

    – Preste muita atenção, mentor, pois só irei lhe mostrar meu poder por alguns minutos. Está na hora de provar que o aluno sempre supera seu mestre.

    Lúcifer cravou a Excalibur no chão. A energia negra envolveu seu corpo, concentrou-a em seu braço direito e avançou. Observando o anjo caído chegando cada vez mais perto, Edward nada fez. Lúcifer esticou o seu braço direito para atacá-lo, o selo esticou apenas seu braço esquerdo para se defender. O impacto do soco do Lúcifer em contato com mão esquelética do Edward fez com que a energia negra dele se espalhasse, o chão sob deles começou a despedaçar, e a chuva cessou ao redor deles por alguns segundos.

    Ao invés de Lúcifer se preocupar, ele sorriu. Com uma velocidade extraordinária, Lúcifer começou a circular o seu discípulo. Mas, a cada tentativa de ataque, Edward o bloqueava com sua foice. Percebendo que não iria ter sucesso em ataques assim, Lúcifer se afastou, e pegou sua Excalibur novamente.

    – De fato, interessante – admitiu Lúcifer. –Por que não consigo mais sentir seu poder?

    – Você acha que chamamos essa forma de “deus” atoa? Você não consegue sentir poder divino.

    – Está me dizendo que você se tornou uma divindade?

    – Sei lá. Só sei que meu poder se equipara com o de uma divindade.

    Edward liberou suas chamas azuis e Lúcifer liberou sua energia negra. Lúcifer podia sentir a pressão imposta do poder do Edward sobre ele.

    Os dois avançaram e começaram a confrontar suas lâminas uma contra a outra em uma grande velocidade. A cada impacto causado pelas lâminas, os locais ao redor deles se despedaçavam. Edward estava levando a melhor, e Lúcifer sabia disso.

    Lúcifer voou, girou seu corpo e lançou um corte negro com grande concentração de energia negra. Edward, mantendo sua tranquilidade, girou a foice a envolvendo em chamas azuis e cortou o ar, fazendo com que as chamas azuis saíssem em forma de corte e anulassem a energia negra.

    Lúcifer apareceu do lado do selo da Morte e desferiu golpe com sua espada. Edward desviou do ataque dando um passo para trás, fazendo com que só cortasse seu capuz. Após desviar do ataque, Edward agarrou o anjo pelo pescoço e levantou voo. Quando chegou em uma altura elevada, arremessou Lúcifer contra o solo, fazendo-o afundar no chão em uma cratera.

    Lúcifer começou a levantar, mas foice se cravou bem no meio do peito dele. Quando Edward pousou no chão, não muito distante do Lúcifer, uma corrente intercalou da ponta da haste da foice até o braço do Edward, então ele puxou a foice novamente para si.

    Lúcifer levantou-se ofegante, com a mão no seu peito, já havia começando a se regenerar. Os dois ficaram se entreolhando por um tempo.

    Então, sem dizer nenhuma palavra, os dois levantaram suas respectivas armas. Edward começou a girar sua foice, fazendo com a as chamas azuis ficassem cada vez mais envolto dela. Lúcifer liberou sua energia negra e começou a redirecioná-la em sua espada. Agora, a cidade estava ficando tomada pela coloração negra e azul.

    Os selos, junto com Mikaela, chegaram no que restou na cidade, e, ao ver a cena dos dois se confrontando.

    – Parem! – berrou Pietra.

    Os dois ignoraram a Pietra. Quando ela começou a correr para impedir os dois, Kleist a impediu abraçando-a.

    – Vocês acham que Deus iria querer que isso acontecesse com vocês?! – berrou novamente.

    – Deus não tem nada a ver com isso – responderam friamente.

    Edward parou de rodar sua foice e disparou suas chamas azuis como um turbilhão. Lúcifer abaixou sua espada, disparando sua energia negra acumulada. Com o encontro dos dois ataques, as chamas azuis e a energia negra começaram a engolir a cidade, seguido por um tremor. Parecia que a força que os dois estavam impondo era equivalente. Após alguns segundos, a cidade foi engolida por um clarão forte e intenso, seguido por um barulho alto de uma explosão.

    Os selos e Mikaela não conseguiram ver nada, foram completamente ofuscados pelo brilho. Tiveram que semicerrar os olhos e forçá-los para enxergar o que tinha acontecido após a explosão: Edward ainda continuava de pé, mas não havia sinal algum de Lúcifer. O resto que sobrara da cidade já não existia mais. O lado da cidade em que Lúcifer estava, agora está ardendo em chamas azuis, sem nenhum sinal dele.

    Edward saiu do Despertar, ele não conseguia se manter de pé, mas a Lizzie o segurou com dificuldades. Os selos e Mikaela chegaram para lhe dar suporte. Kleist, com sua espada em punho, começou a olhar ao redor para ver se tinha algum sinal do Lúcifer, mas ele não encontrou nada.

    – Incinerado pelas chamas do capitão – pensou Kleist.

    Edward, com Dante lhe ajudando, foi até onde a única casa da cidade que se manteve de pé, e era onde estava suas roupas. Ele pegou o seu sobretudo e o vestiu, em seguida, pegou a gravata e a colocou.

    – Aquele desgraçado não acertou essa casa de propósito. Como eu odeio ele – pensou Ed mordendo os lábios de raiva.

    A batalha entre mentor e discípulo havia chegado ao fim. Apenas Edward se manteve de pé.

    Continua <3 :p

    (Capítulo Remake)


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