Os Cinco Selos

Tempo estimado de leitura: 24 horas

    14
    Capítulos:

    Capítulo 47

    Bigode

    Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência

    Yo, hoje eu fiz uma prova que era mais difícil do que enfrentar um dragão com uma espada sem corte.

    Só que sem a espada.

    Boa leitura ^^

    Edward estava voando em direção a cidade de Taric. De onde ele estava, já dava para ver a entrada da cidade. O lugar onde estava passando era quase que um deserto, sem nenhuma árvore ou flores, apenas uma estrada de pedra. Enquanto voava, sentiu uma leve sede sangue. Olhou para o lado e observou uma grande esfera de energia indo em sua direção. No momento que Edward estava pegando a Lizzie para se defender, Kleist apareceu com um salto, aparou a esfera de energia com sua espada e a arremessou para o outro lado. Quando a esfera tocou o chão, uma grande explosão aconteceu, deixando um grande clarão e tremor.

    – Onde você estava? – perguntou Ed ao Kleist.

    – Andando por aí. Eu fui até a cidade de Taric, e vi a sua surpresa.

    – Vou ficar surpreso?

    – Digamos que é algo que nem Aiken espere.

    Edward ficou um pouco preocupado.

    – Não morra – disse Ed começando a voar.

    – Nem você – Kleist sussurrou de volta.

    Quando o clarão abaixou, a forma do indivíduo que atirou a energia ficou nítida: ele não era nada chamativo, seu cabelo castanho estava muito bagunçando, seus olhos, que também eram castanhos, estavam com grandes olheiras e seu físico não era na impressionante. Suas roupas também não eram chamativas, exceto pelas manoplas de ferro que se estendiam até o fim de seu antebraço, com quatro espinhos afiados em cada mão.

    – Ah, mas que saco – praguejou o demônio. – Perdi a chance de acabar com o capitão inimigo. – Ele olhou para Kleist. – Você deve ser o Guerra, certo?

    O inimigo não teve nenhuma resposta vinda do Kleist.

    – Ah, mas que saco. Deve ser você mesmo. Eu sou Steck, prazeeer em conhecê-lo – apresentou-se de uma forma desanimada.

    – Vai ficar tagarelando ou vamos começar logo com isso?

    – Ah, mas que sa...

    Steck interrompeu sua fala ao ver o selo da Guerra avançando rapidamente contra ele. Kleist, com um movimento bruto, atacou o demônio com sua espada, mas, utilizando o seu antebraço esquerdo, desviou a espada, fazendo um barulho de aço se chocando e soltando pequenas faíscas. Com seu braço direito, Steck atacou o selo, porém desviou por muito pouco e afastou-se.

    – Ah, mas que saco. Pede briga, mas depois corre? Vergonhoso, Guerra.

    Steck flexionou seus joelhos e avançou. Mas, quando ele estava chegando perto de Kleist, uma lâmina começou a surgir do chão.

    – Previsível – comentou Kleist.

    A lâmina que Kleist criou abriu um corte bem no ombro esquerdo do inimigo, fazendo-o perder total equilíbrio e ir diretamente em sua direção. A espada do Kleist foi tomada por suas chamas amarelas, e, então, ele a movimentou em direção ao demônio. No último instante, Steck esticou seu braço esquerdo para o lado e atirou uma grande quantidade de energia, forçando-o a ser arremessado para lado e cair rolando. A espada do Kleist bateu no chão, criando uma grande fenda no solo.

    – Woow, isso realmente passou perto – dizia Steck se levantando. –Parece que te subestimei. Ah, mas que saco.

    – Ele consegue ser mais chato que o Aiken – pensou Kleist.

    Kleist girou sua espada e cravou ela no chão, fazendo várias espadas saírem do chão indo em direção ao demônio. Steck rolou para o lado desviando das lâminas, e começou a correr em direção ao selo da Guerra, porém dessa vez parecia mais rápido. E isto surpreendeu Kleist, que não conseguiu acompanhar os movimentos dele. Kleist tentou impedir o ataque com a espada, mas o demônio desviou do ataque se abaixando. Oportunista, Steck acertou o estômago do selo com os espinhos da sua manopla, perfurando-o.

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    Na saída do bosque...

    Dante estava lutando contra um demônio bigodudo e musculoso que acabara de acertar um soco em cheio com suas garras de dragão. Entretanto, apesar do soco ter sido efetivo, Jorge se levantou e cuspiu sangue, como se nada tivesse acontecido.

    – Você é forte mesmo! – disse Jorge de uma maneira alegre. – Mas assim fica difícil de você morrer... – ele ficou triste.

    – Do que esse cara está falando? – pensou Dante.

    A expressão triste do Jorge virou um sorriso feliz novamente, e ele avançou uma grande velocidade para cima do selo. Jorge revestiu seu braço com gelo e acertou o selo da Fúria com um soco no peito, fazendo-o sair rolando alguns metros. Jorge continuou sua investida, mas, quando chegou perto do Dante, foi surpreendido por um chute, que acertou o seu queixo. Em seguida, Dante o acertou com um soco forte o suficiente para fazer ele subir aos céus.

    Quando Dante olhou para seu peito, estava a marca do soco que Jorge havia o acertado.

    – Esse cara é forte – dizia Dante olhando para cima, esperando o demônio cair do céu. – Está ficando divertido. Se pelo menos eu tivesse mais do que duas magias, daria para ganhar dele. – Ele estalou a coluna. –Mas aí não teria graça.

    Enquanto o demônio caia do céu, Dante notou algo diferente: o peito dele estava cheio de linhas negras circulares. Jorge estava caindo com suas mãos juntas, revestida com gelo, e gritando:

    – MORREEEE!

    Dante rapidamente concentrou suas chamas vermelhas em seu braço, fechou seu punho e, com um turbilhão de chamas vermelhas saindo logo em seguida, deu um soco de frente com os punhos do demônio. Com o impacto, aconteceu um grande tremor e o lugar foi tomado pelas chamas. Quando Dante saiu das chamas, deu para notar que todos os dedos da sua mão direta haviam se quebrado, estavam todos tortos e segurava seu braço de tanto dor.

    – Que cara insano! – praguejou Dante enquanto olhava para seus dedos.

    – Eu disse para você morrer! – vociferou Jorge saindo das chamas.

    Jorge saiu das chamas desferindo um chute.  Dante defendeu com seu braço esquerdo, mas, em troca disso, seu braço também quebrou. Percebendo que o braço havia se quebrado, logo Jorge deu um soco forte na face do selo da Guerra, fazendo-o adentrar novamente no bosque, parando apenas quando se chocou contra uma rocha que se desfarelou com o impacto.

    Dante continuou caído no que havia sobrado da rocha, com sua cabeça pendendo para o lado.

    – Acho que é hora do plano B – disse ele cuspindo sangue e com seus braços bambos.

    Continua <3 :p

    Curiosidades:

    Lizzie: a foice e a “metade” fofa do Edward. Esse nome veio a minha cabeça do nada, e achei ele fofo (estou nem ai se você não achou :v).

    Arma: ela mesma.

    Chamas: bem, ela só vai ter chamas quando ela virar foice, por causa do Edward, então é azul. Na sua forma Nephilim, ela não tem nenhum poder.

    Altura: 1,30m

    Idade (de sua aparência): 10 anos.

    Cabelo: curto e negros, um pouco acima de seu ombro (Pietra sempre tenta deixar o cabelo dela penteado).

    Características: ela é a metade da alma do Edward, porém não representa metade de seu poder. Ela é calma, brincalhona e adora tirar sarro de todos. Sempre fica nas costas do Edward (deve ser o extinto de foice falando mais alto). Conseguem compartilhar pensamentos apenas quando está em modo foice.

    Gosta: de quanto o Edward gira ela em alta velocidade (quando está transformada em foice, claro).

    Odeia: andar.

    (Capítulo Remake)


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