Crônicas de sangue

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    Capítulos:

    Capítulo 1

    As primeiras gotas são despejadas...

    Maribelle: Nataniel... vou preparar o café, o que você quer?

    Nataniel: Sangue ...

    Resposta ousada? Não para o jovem... vampiro mestiço, que partiu da casa da Mãe para protegê-la, e teve seu Pai morto na guerra sangrenta, uma das guerras para não deixar os vampiros mais ousados acabar com o segredo de anos... Vivendo entre os humanos, lutando para não ser descoberto, mas como? Até a velhice é diferente para eles. Mas o maior sacrifício é ter que acordar de manhã, podia se matricular no período noturno de sua escola, mas não queria gastar seu tempo livre estudando. Ele se levantou da cama com muito custo, não, não era um caixão... não queria que ninguém viesse ao quarto e descobrisse algo. Mas quando abriu a porta, foi atacado por um balde cheio de cabeças de alho.

    Maribelle: *HÁ!*

    Nataniel: QUE DIABOS É ISSO, MARIBELLE?

    Maribelle: Você não é um vampiro? Não devia ter medo disso?? Hein, hein?

    "*Aiai*, essa é minha empregada Maribelle, ela não acredita que eu sou um vampiro, mesmo com o fato de ser ela que me alimenta todas as manhãs", pensou ele.

    Nataniel: Assim como vocês, humanos, nós vampiros também evoluímos ... Há alguns anos atrás vocês não tinham a cura ou tratamento para várias doenças que hoje vocês tem! A mesma coisa somos nós, como temos que nos esconder, acabamos descobrindo o tratamento e até "cura" se é que posso chamar assim... para certas coisas. Apesar que alho nunca nos afetou, isso foi só criação da literatura humana.

    Maribelle: Hum ... e como é esse tratamento?

    Dizia Maribelle enquanto recolhia a sujeira que ela mesmo fez, enquanto isso Nataniel descia as escadas de um jeito especial, pulava degrau por degrau com um pé só, enquanto o outro ficava estendido.

    Nataniel (boceja): É com uma injeção... depois eu te conto, agora vem logo que estou com fome.

    Apesar da ingenuidade de Maribelle, ela já possui 20 anos e é a empregada principal de Nataniel, com 16... Ele mora sozinho pois escolheu se distanciar de sua mãe, que é humana, para não atrair perigo para ela, às vezes ele recebia cartas dela as quais adorava responder, pois amava sua mãe. Ele foi até a sala e se sentou no sofá, fez suas presas salientarem, Maribelle sentou suavemente em seu colo e tirou o cabelo do pescoço.

    Nataniel: Você está mais pesada, hein?... está engordando?

    Maribelle: CALA BOCA SE NÃO TE DEIXO COM FOME!

    Nataniel: Nossa, que irritação.

    Ele morde suavemente o pescoço dela, Maribelle já se acostumara com isso então nem se abalava mais. Ficou por ali por poucos minutos.

    Nataniel: Já está ótimo...

    Esperou ela se levantar para acabar a fala, e fez isso com um sorriso que mostrava pirraça.

    Nataniel: Não quero ficar gordo como você.

    Ele foi se arrumar, apesar do sol estar brilhando, uma coisa que não gostava era sentir o sol em sua pele, por isso colocou seu uniforme de manga longa. Uma blusa branca, uma calça negra, e uma gravata vermelha, Era assim a roupa da escola Brizeda, seus cabelos negros e bem arrumados e seus olhos verdes, fazia o rapaz ser um garoto bem bonito, um verdadeiro *bishounen. A vida de um vampiro nos dias de hoje era bizarra, a idéia de vampiro da mídia humana ou era Ultrapassada demais ou fantasiosa demais ...

    Julie: Eu adoraria namorar um vampiro, eles são tão calmos e amorosos...

    Mal chegou Nataniel nos portões de Brizeda e ouviu as asneiras de Julia, ela foi uma das garotas que se expos demais para a mídia, Nataniel odiava seus comentários infantis. "Eu realmente quero que algum vampiro de verdade venha atrás dela", pensou Nataniel. Porém, Nataniel deveria ter cuidado com o que deseja.


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