Dança celeste

Tempo estimado de leitura: 2 horas

    12
    Capítulos:

    Capítulo 4

    Estrela cadente, compasso dois

    Linguagem Imprópria, Violência

    Yo pessoal! Quem está aqui hoje não é a Chibi/Ana (a autora) e sim uma das OCs dela, euzinha Saphire! A Ana tá meio bolada porque levou vácuo no capítulo passado e tá lá no cantinho da depressão sendo consolada pelo bloqueio autoral enquanto ela mande ele ir pra sabe-se lá onde...

    Enfim, hoje ela conseguiu escrever alguma coisa e ela estava se coçando pra postar esse capítulo que bateu o recorde de palavras que ela já escreveu! Enfim, ela espera que vocês gostem do que ela escreveu.

    Boa leitura a todos!

    O novo monarca no trono de fogo, que se auto-intitulava rei Acnologia I, estava irado. Desde a morte de Layla Heartfilia, sua caçada havia se tornado cada vez mais difícil. Parecia que os Star Dancers haviam sumido do mapa ou quando um se revelava, acabava por sumir pouco tempo depois, tornando aquela caçada um irritante jogo de gato e rato que já durava anos.

    Mas aquela não era sua única preocupação. Claro que lhe perturbava a mente não saber nada sobre o paradeiro de Igneel e Atlas Flame, como se os dois houvessem apagado totalmente sua existência. O verdadeiro problema daquela situação era o filho de Igneel, o pirralho que seus “soldados de elite” não conseguiram capturar e de quem Acnologia também não sabia do paradeiro. Sendo filho do antigo rei, se o garoto decidisse recuperar o trono, ele estaria em seu direito.

    É claro que o usurpador nunca aceitaria entregar o poder de bom grado. O fato de não haver encontrado a Star Dancer que tanto procurava fazia com que o humor do rei oscilasse entre furioso com todos e impiedoso com qualquer que ousasse falar com ele. 10 anos. Esse era o tempo que ele procurava a garota da profecia. Ele podia sentir, logo a encontraria, mesmo que tivesse de vascular o mundo inteiro para isso. Aqueles 10 anos infrutíferos não teriam sido em vão e em breve a sua Star Dancer estaria em suas mãos.

    ------------ DC ------------

    Seshor era uma das mais agitadas cidades independentes. Conhecida por ser um porto extremamente movimentado, com tanta variedade quanto sua irmã do Norte, Stormhalt.

    Era lá que Jude, um comerciante, tinha a sede de seus negócios. Mas nem sempre ele havia tido a sede em Seshor. Antes da morte de sua esposa e do roubo do trono de fogo, o elfo era um dos moradores de Ryudon, uma cidade pacata no reino Phyron.

    Uma voz melódica interrompeu os pensamentos turbulentos de Jude, trazendo-o de volta a realidade.

    — Pai, onde eu coloco essas caixas?

    — Pode colocar naquele canto vazio que depois eu organizo. Mas Lucy, eu já não disse que não te quero carregando peso?

    A menina, que já tinha cerca de 17 anos, fez um bico, demonstrando claramente sua insatisfação.

    — Eu só queria ajudar, pai.

    Jude suspirou fundo. Sua filha era o único legado de sua falecida esposa e mesmo assim ela insistia em sua teimosia. Um dia a garota ainda o deixaria louco...

    — E o que eu falei sobre esses braceletes? Espera aí Lucy, onde arranjou esses novos pingentes? — Jude perguntou, agora cada vez mais insatisfeito com a filha.

    — Eu já disse, não foi, pai. Eu. Não. Vou. Tirar. Os. Braceletes! Eles são importantes demais! E sobre os novos pingentes, arranjei no lugar de sempre. Aquele campo nos arredores da cidade é um ótimo local para conversar com as estrelas.

    — Eu não sei por que ainda me dou ao trabalho de perguntar... Ok, faça como quiser, só tome cuidado e não volte muito tarde para casa! — Ele gritou resignado, movendo-se para organizar as caixas que estavam por ali.

    Lucy gritou um rápido agradecimento e saiu, deixando seu pai ali sozinho, divagando em suas memórias.

    Jude olhou alguns papeis que haviam chegado há pouco tempo. Parecia que era um pedido vindo de Duracrony. O elfo resmungou baixinho. Não gostava da ideia de pegar serviço nas terras do reino Phyron, ainda mais depois da confusão da mudança de governante. Mas aquele pedido era importante, vindo de um velho conhecido que o havia ajudado quando seus negócios estavam ainda no início.

    Abrir uma exceção não poderia ser algo tão ruim assim... Os pensamentos de Jude chegaram a essa conclusão e ele decidiu aceitar o pedido. Mas, sabendo de quem vinha este, Jude não poderia simplesmente mandar um funcionário qualquer para resolver aquilo. Talvez ele mesmo tivesse de ir, mesmo que a ideia de deixar a sede nas mãos de outros o incomodasse terrivelmente.

    O barulho de coisas caindo e de vidro quebrando o tirou de seu mundo particular por um instante. O elfo caminhou até a fonte do barulho apenas para encontrar sua filha catando cacos do que antes era um copo.

    A menina sempre pedia para deixar que ela viajasse, mas Jude nunca havia permitido. E aí talvez estivesse a melhor das soluções para seu problema.

    — Lucy.

    A loira desviou o olhar dos cacos de vidro, se perguntando o que seu pai queria com ela naquele momento.

    — Você gostaria de fazer uma viajem? — Jude completou — Recebi um pedido de um velho amigo e preciso mandar alguém de confiança.

    — Por que justo eu? — Lucy perguntou meio receosa da resposta — Normalmente você pediria para um dos seus sócios fazer esse tipo de viajem...

    — Eu resolvi te dar uma chance. Quem inspiraria mais confiança do que a minha própria filha?

    — Isso soou bastante forçado, mas ok. Então, qual é o destino?

    — Duracrony. Na fronteira do reino Phyron.

    Mesmo se sentindo um pouco indisposta pôr o destino ser no reino Phyron, Lucy aceitou a ideia de seu pai.

    Inicialmente, a viagem correu perfeitamente bem e ela conseguiu se encontrar com o velho amigo de seu pai, um homem conhecido como Byro.

    Mas se eu dissesse que tudo correu perfeitamente como o planejado, eu estaria mentindo da pior das maneiras, até porque nossa querida Lucy não era lá muito sortuda.

    Quando já se preparavam para voltar para Seshor, um esquadrão de “caça” aos Star dancers interceptou a comitiva e Lucy pela primeira vez desejou ter uma blusa de mangas compridas o suficiente para manter os braceletes escondidos. Infelizmente, ela não tinha isso e não demorou muito para que os soldados a descobrissem e a levassem com eles. Os outros membros do grupo foram liberados, mas não antes de receberem um incentivo a ficarem de boca fechada. Lucy acabou tirando a pior sorte, sendo a única a ser levada pelo esquadrão.

    Já era noite quando permitiram que a garota descansasse. O esquadrão havia montado seu acampamento próximo a uma estrada pouco movimentada, que era um caminho alternativo para a capital do reino Phyron.

    As cordas que a prendiam já machucavam seus pulsos e Lucy nada podia fazer para reagir aos seus captores. Aquela situação trazia o pesadelo de anos atrás à tona novamente, só que dessa vez, não haveria uma isca para que ela escapasse. Lucy estava sozinha e isso tornava tudo ainda mais terrível.

    Exausta pelo percurso, ela quase não percebeu o ruído de metal roçando nas cordas. Era tarde da noite, as luzes já estavam baixas e nem mesmo a lua oferecia muita luz, tendo seu brilho coberto por nuvens.

    As cordas foram se afrouxando aos poucos e Lucy pode ver por um relance sua libertadora.

    — Quem?

    — Zera. Agora levante-se, não temos muito tempo.

    Zera não parecia ser ninguém em especial, apenas uma garota de 12 anos de cabelos escuros curtos e olhos determinados. Ela conduziu Lucy até um local escondido, onde havia um cavalo a espera delas. Enquanto Lucy montava, Zera virou-se para o acampamento do esquadrão e sussurrou:

    — Will-O-Wisp.

    Pequenas bolas de fogo surgiram em diferentes pontos do acampamento e com pressa, Zera subiu na sela e tomou as rédeas, cavalgando a galope para longe dali.

    Lucy via o cenário passando velozmente por elas e só percebeu a desaceleração quando as altas árvores de uma floresta bem conhecida surgiram nitidamente em seu campo de visão.

    Um puxão nas rédeas fez o cavalo parar repentinamente, fazendo com que Lucy tivesse de se segurar em Zera. Ainda meio abalada Lucy indagou:

    — Por que paramos?

    — Vamos logo, se quiser escapar vai ter que passar pela floresta. Eles já já estarão aqui. — Respondeu Zera enquanto empurrava Lucy na direção das árvores.

    — Espera, vem comigo. — Lucy insistiu segurando o pulso de Zera e a impedindo de se afastar — Se você ficar, eles vão acabar te pegando.

    Zera soltou-se de Lucy e lançou um olhar determinado para ela.

    — Eu consigo me virar. Tenho a proteção da alta sacerdotisa. Vá logo, Lucy. As estrelas vão mostrar a trilha.

    E com isso, Lucy finalmente atendeu aos pedidos de Zera. Quando o último fio loiro sumiu de vista, Zera deu um sorriso e fixou seu olhar no campo aberto à sua frente. Montando novamente no cavalo, ela disparou a galope de forma chamativa, sussurrando palavras que foram perdidas no vento.

    “Que o laço de Draco seja mais forte do que aqueles que interferem na harmonia...”

    ------------ DC ------------

    A paciência de Acnologia estava por um fio naquele dia. Se ao menos seus subordinados soubessem fazer algo sem estragar tudo ele agradeceria sinceramente. Ou não, afinal um rei não pode demonstrar fraqueza frente aos inferiores a si.

    Fazia pouco tempo que um de seus esquadrões havia localizado não uma, mas duas Stars dancers e eles se dirigiam à quase remota cidade de Lhabare para recuperá-las em nome de seu soberano.

    E naquele mesmo dia, ele recebeu informações da esquadra Eisenwald. Informações no mínimo, interessantes.

    Erigor havia informado que eles haviam recuperado com sucesso um Star dancer, para no relatório seguinte passar a informação de que ela tinha escapado no caminho de Duracrony para a capital. Nada muito preocupante, que a medida de mobilizar suas tropas estacionárias não resolveria. Se não fosse por um pequeno detalhe. A meio caminho entre Duracrony e a capital havia um braço da maldita floresta amaldiçoada.

    Pelo menos nesses 10 anos Acnologia havia iniciado o mapeamento daquele lugar. Apesar disso, eles não conheciam praticamente nada daquela floresta maldita. Tinha horas que ele simplesmente desejava derrubar aquele empecilho, mas parecia que todos a sua volta eram um bando de supersticiosos covardes, que tinham medo de uma suposta retaliação dos espíritos da floresta.

    Um mensageiro tremia enquanto se curvava ao tirano. Ele apenas esperava ordens a serem repassadas para poder sair de debaixo do olhar penetrante de Acnologia.

    — O que está esperando?! — Rugiu Acnologia como se cuspisse veneno em vez de palavras — Mande logo a ordem para vigiarem aquela maldita floresta! E que o façam mesmo que tenham de se enfiar lá dentro!

    O mensageiro saiu correndo da sala, deixando o tirano sozinho. Acnologia se jogou no trono e massageando o canto de sua testa comentou:

    — Por que meus subordinados tinham que ser tão estúpidos?

    E lá ele ficou, esperando que os idiotas que havia despachado não arruinassem tudo dessa vez.

    ------------ DC ------------

    Respirações ofegantes. Passos que esmagavam folhas secas sem perceberem. Gritos indicando direções eram um ruído constante ali. E no meio de tudo isso, Lucy ponderava por que motivo ela parecia nunca fazer jus ao apelido que recebera quando pequena. Lucky Lucy estava mais para Unlucky Lucy, já que parecia que os soldados de Acnologia tinham um radar que sempre conseguia localizá-la.

    Naquele round, tudo indicava que ela sairia perdendo. Mas se fosse para perder, que pelo menos isso acontecesse com ela lutando.

    Ela tomou sua decisão e se virou rapidamente dando meia-volta, já se preparando para invocar um dos pingentes de um dos braceletes. Mas antes que pudesse dar um chute certeiro no perseguidor mais próximo e invocar um pingente, uma pequena faísca passou por ela atingindo os soldados.

    Uma silhueta se moveu rapidamente, aterrissando próximo ao primeiro soldado caído e logo foi cutucando o homem com a ponta de sua bota.

    — É bastante atrevimento de vocês saírem andando pela minha floresta como se fossem os donos dela. E cá entre nós, eu não sou muito fã de invasores. Especialmente aqueles vindos do reino.

    A silhueta, que agora Lucy já podia ver que era um garoto da idade dela, estava muito ocupada intimidando um dos soldados e não percebeu que um pequeno grupo tentava pegá-lo de forma sorrateira. E quando o primeiro deles iniciou a tentativa, Lucy tomou uma atitude.

    O soldado apenas sentiu o material da bota colidindo com seu rosto, enquanto uma loira irritada desferia um chute certeiro e poderoso, fazendo com que o alvo voasse passando pelo garoto e colidindo com uma árvore.

    — Woah. Belo chute. — O garoto comentou levemente surpreso.

    Os soldados restantes agora tremiam de medo. Alguns deles haviam reparado nas lâminas curtas embainhadas nas costas do garoto, outros temiam as faíscas que iniciaram a confusão e outros tremiam com a perspectiva de levar um dos chutes aterradores de Lucy.

    Com todos os soldados restantes correndo como crianças assustadas, o garoto finalmente se levantou e com um olhar desconcertado, perguntou:

    — Tenho a estranha sensação de já te conhecer. Nós já nos encontramos antes?

    Lucy apenas parou por um instante para analisar melhor o autodeclarado “dono” da floresta. Pele bronzeada e cabelos em um tom pelicular semelhante ao rosa-salmão. Corpo mais definido, impossível. O fato de ele estar vestindo nada mais que um colete aberto e sem camisa, deixava seu tanquinho perfeito a mostra. Mas o fato que mais o tornava atraente eram seus olhos. Eram duas incógnitas de alguma cor entre um brilhante verde e o negro de uma noite de lua nova que a atraíam de uma forma que ela não sabia explicar.

    Depois de ficar por alguns segundos babando mentalmente pela visão à sua frente, Lucy finalmente voltou à realidade.

    — Oe? Não sei, acho que se já tivéssemos nos encontrado antes eu me lembraria de alguém com cabelos tão... exóticos.

    Mas naquele pequeno contratempo de se perder na visão e responder à pergunta, o garoto notou os braceletes e entendeu na hora o que havia transparecido ali.

    — Você é um Star Dancer. — Ele disse surpreso, mas sem deixar que ela confirmasse ou negasse suas palavras — Vem comigo, tem alguém que espera por uma Star Dancer há anos. — Ele falou a puxando pelo pulso e conduzindo por uma pequena trilha escondida.

    — Peraí. Eu sequer sei seu nome! Como posso confiar em você assim do nada?! — Lucy contestou.

    — Ah, desculpe. Meu nome é Natsu. E bem, meu pai espera por uma Star Dancer há anos. Essa é a primeira vez que uma realmente aparece por aqui e consegue escapar das tropas daquele traidor que se diz rei. — Ele respondeu, cuspindo a última parte com desprezo evidente em seu tom de voz.

    Por fim, Lucy não mais mostrou receio em ir com ele, como já bem dizia um velho ditado: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

    Os dois seguiram a discreta trilha por vários minutos, até chegarem a uma pequena casa escondida entre as árvores.

    Atlas Flame parou o que fazia por um momento ao ver seu sobrinho se aproximando acompanhado por uma garota. Natsu estava um pouco cansado por ter corrido no último trecho e ainda ligeiramente ofegante perguntou:

    — Onde está meu pai?

    — Lá dentro, garoto. — Respondeu Atlas Flame voltando a amolar a lâmina em sua mão.

    De dentro da casa, Igneel ouviu seu não-tão-discreto-filho e foi ver o que ele queria dessa vez.

    — O que foi dessa vez... — Ele começou, já se preparando para dar uma bela bronca no garoto quando viu a pessoa que acompanhava seu filho — Não pode ser... Layla?!

    Lucy já estava se cansando de ser arrastada por Natsu. Por um momento ela pensou em apenas dar meia volta e pedir que Pyxis mostrasse o caminho para casa, mas acabou mudando de ideia assim que ouviu o nome de sua mãe sair da boca do pai de Natsu.

    — O nome é Lucy. Espera, você conhece a minha mãe? — Ela perguntou estupefata.

    Como se realizasse algo, Igneel chamou a dupla para dentro, enquanto Atlas apenas olhou por um instante e logo voltou ao que estava fazendo. Lá dentro, Igneel pediu que Lucy se sentasse e o trio logo iniciou uma séria conversa.

    Ou melhor, o que era para ser uma séria conversa acabou se tornando uma bronca ao vivo, sendo que a única coisa que aquela situação fazia era deixar Lucy cada vez mais sem graça.

    Por fim, não aguentando mais ver pai e filho discutindo, Lucy interferiu cortando o assunto ali.

    — Com licença, mas será que alguém poderia me explicar o que está acontecendo aqui?

    Igneel recuperou a compostura e logo se pôs a falar, após dar um último safanão em Natsu para que o garoto ficasse quieto.

    — Desculpe as faltas de modos, então vamos ao assunto principal. Por onde começar?

    — Que tal me dizendo de onde conhece a minha mãe? — Respondeu Lucy de forma ácida.

    — Layla é sua mãe? — Indagou Igneel — Isso explica a semelhança. E bem, como posso dizer isso... há alguns anos eu costumava pedir conselhos e orientação a ela. Todos tinham um bom conhecimento que os star dancers conseguiam indicar a melhor decisão a se tomar quando entre duas situações muito difíceis de conciliar.

    — Então é por isso que você estava procurando um star dancer há anos, velho? — Interrompeu Natsu.

    — Quem você está chamando de velho, moleque?! — Igneel retrucou pronto para uma briga.

    E novamente os dois ruivos entraram em uma discussão calorosa, esquecendo por um momento da presença de Lucy ali. Entediada e vendo que aquilo não acabria tão cedo, Lucy chamou Canis Minor, quem ela tinha apelidado de Plue, para entretê-la.

    — Tem razão Plue, eu simplesmente deveria chamar Pyxis e ir embora para casa logo.

    Essa fala chamou a atenção da dupla que brigava. No mesmo instante, os dois avançaram batendo as mãos na mesa e gritando em uníssono:

    — Não! — A dupla se olhou por um instante e Natsu tomou a palavra.

    — É perigoso Lucy! E se mais soldados forem atrás de você?

    — Muito obrigada, mas eu sei me defender! Não sou uma garotinha indefesa!

    Igneel interferiu antes que aquilo se tornasse algo mais complicado.

    — Entendo que queira ir para casa, mas a floresta a noite guarda vários perigos, não apenas os soldados do rei. Eu sei que é inconveniente para você, mas será que poderia me fazer um favor?

    — Que tipo de favor? — Agora aquilo estava ficando interessante. Lucy não conseguiu escondeu seu entusiasmo com a expectativa de uma boa proposta.

    — Faz dez anos que eu espero um star dancer para me dar alguma orientação. Eu preciso saber o que podemos fazer para lidar com o traidor. — Igneel apertou os punhos — Não tenho muita ideia do que poderíamos fazer por você, ou que deseja, mas...

    — Entendi. — Disse Lucy se levantando — Vou consultar as estrelas essa noite, mas só porque parece que temos um problema em comum.

    E naquela mesma noite, Lucy recebeu uma resposta das estrelas. “Confie na profecia. O laço formado não pode ser facilmente quebrado. O templo aguarda aqueles que se atrevem a não perder a fé. ”

    Palavras que não faziam nenhum sentido para Lucy, mas que pareciam ter feito sentido na mente de Igneel.

    — Quem diria... — Comentou Igneel consigo mesmo enquanto observava o céu, após todos os outros estarem descansando. — Vocês realmente não nos abandonaram...

    E na mesa da cozinha, uma pequena pilha de objetos podia ser vista. Uma faca, uma pequena luneta e o mais simplório e ao mesmo tempo mais importante objeto ali: um velho mapa do continente.

    Tudo estava preparado. As estrelas haviam mostrado o caminho. A eles agora só restava segui-lo.


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