O protegido

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    Capítulo 4

    É apenas um começo...

    Álcool, Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência

    Valery

    Ele namora? Ótimo.

    - Está tudo bem? - Perguntou Scott, ele parecia ser um bom menino. Coloquei um sorriso no rosto e assenti com a cabeça. Me levantei da cama depois ter tido uma brilhante ideia. Ambos me olharam com uma interrogação na testa sem entender nada, revirei os olhos.

    - Levantem, vamos comprar as minhas roupas, meu material. - Os puxei pela camisa para fora do quarto.

    [...]

    Estávamos na loja de roupa da marca Waldorf's. Estava vazia, então aproveitei. Peguei todo tipo de roupa e fui colocando nas cestas que estava com eles. Me agaixei para pegar uns saltos, tênis e sapatilhas.

    - Vem cá... Você vai ter dinheiro para pagar isto tudo? - Perguntou Stiles, continuei vidrada nos saltos, até que peguei tudo e pus na cesta de Scott.

    - Tenho uns truques. - Dei uma piscada para ele.

    [...]

    Tinha comprado a loja inteira, bem dizer. A mulher do caixa se assustou ao ver a quantidade de coisas. Quando terminou de passar tudo:

    - Cartão ou dinheiro? - Perguntou mexendo no caixa

    - Nenhum dos dois. - Os três me olharam sem entender. Puxei ela pela gola da blusa, fazendo olhar dentro dos meus olhos. - Você vai me deixar passar com tudo isso, sem pagar, quando eu passar daquela porta, vai esquecer disso. - Ela assentiu com a cabeça sem expressão.

    Fui para fora acompanhada deles.

    - Como você fez aquilo? -Perguntou Scott impressionado.

    - Uma das habilidades que vampiro tem, a hipnose. - Os ajudei colocar tudo no porta-mala do táxi e partimos para casa.

    [...]

    Enquanto colocava minhas roupas no cabide, tinha saltos, tênis, sapatilha, livros, mochila, estojo, etc. Tudo espalhado encima da cama. Me sentei no chão, comecei a colocar os saltos em ordem por cores, quando escuto dois toques na porta e depois sendo aberta. Já sabia quem era.

    - Queria te agradecer por hoje de madrugada... - A voz doce e sincera dele ecoou no meu ouvido, dei um sorriso fraco.

    - Achei que não lembrasse, mas tudo bem. - Me levantei e o olhei, estava com a cabeça encostada na porta. Até que seu celular tocou, porém não atendeu. Ficou insistindo em tocar, pegou o mesmo e viu no retrovisor oo nome e colocou novamente no bolso de sua calça.

    - Não vai atender? - Perguntei franzindo a testa

    - É a Malia. - Disse ríspido. - Não quero falar com ela. 

    - São que horas? - Mudei de assuntoo, pegou seu celular e viu a hora novamente.

    - 08:30, se arruma. - Disse seco e indo para seu quarto. Sua mudança de humor me deixou confusa, mas tudo bem. 

    [...]

    Já tinha acabado de me arrumar, estava fazendo uma maquiagem básica, assim que terminei, peguei minha bolsa, coloquei a alça no meu ombro esquerdo. Até que escuto uma gritaria vindo do andar debaixo. 

    - VOCÊ NÃO RETORNOU MINHAS LIGAÇÕES, STILES! - Gritou uma voz feminina que parecia estar estourada. Logo deduzi que seria a Malia.

    - EU NÃO SOU OBRIGADO A TE ATENDER QUANDO BEM QUISER, MALIA! ESTAVA OCUPADO! - Rebateu Stiles alterado. Cheguei perto da escada que dava a visão de lá debaixo da sala, pude ver os dois. Ele estava vermelho de raiva. 

    - OCUPADO COM QUE? ME DIZ! - Aquela voz irritante já estava me deixando nos nervos. 

    - Sai daqui... - Disse ele tentando se acalmar.

    - Tem alguém aqui, eu posso escutar o coração batendo. - Rugiu entre os dentes, quando olhou para aonde eu estava, só que rapidamente me escondi atrás da parede. 

    - Não tem ninguém aqui, está ficando maluca. Agora saí daqui! - Disse a empurrando de porta afora e fechando a porta na sua cara.

    - VOCÊ ME PAGA, STILINKIS! - Berrou do lado de fora esmurrando a porta, logo após foi embora.

    O vi sentado na escada com os dedos enfiados por dentro do cabelo. Desci os degraus com cuidado, me sentei ao lado dele:

    - Está tudo bem? - Perguntei baixinho, até que ele levantou o rosto. Estava vermelho, arranhões, cabelo bagunçado. - Stiles, o que foi isso no seu rosto? - Perguntei pegando no seu queixo e virando o mesmo para mim ver os arranhões melhor. - Isso não foi a Malia... Você se machuca a si mesmo? - Perguntei novamente. 

    -  É uma maneira de se livrar da raiva e da dor. - Respondeu ríspido, não tinha expressão no rosto.

    - Você está se auto machucando! Não faz mais isso!! - Me alterei, levantando da escada, ficando em pé na sua frente o encarando.

    - Foda-se Valery! Foda-se!  Ninguém se importa. Aliás... Quem é você para dizer o que devo fazer ou não fazer? Você não tem quase três dias aqui! Para de querer mandar em mim. - Disse firmamente alterado, ficando em pé, cara a cara.

    - Você está certo, não tenho três dias aqui e nem irei completar. - Falei ríspida, ergueu uma sobrancelha, sem entender nada.

    - Como assim? - Perguntou.

    - Relaxa, quando eu chegar da escola, vou embora daqui. - Dei uma piscada para ele e comecei subir uns dois degraus da escada, quando entrou na minha frente.

    - Não faz isso, por favor. - Pediu

    - Sinceramente, não entendo esse humor seu. Uma hora está explodindo e na outra implorando pra mim não ir embora da sua casa. E eu vou . - Falei decidida, dando as costas e indo para o quarto de hóspedes.

    Peguei uma mala que tinha comprado, reserva. Comecei colocar tudo que tinha comprado lá dentro, olhei no relógio já era 08:50. Quando chegar, termino de arrumar. Desci as escadas rapidamente, vi que Stiles já tinha ido, ótimo. Comecei a andar tentando manter a calma, andava pela calçada. As ruas estavam movimentadas, parece que nem tem sobrenatural nessa cidade. 

    Quando se dei por mim, já estava enfrente a escola de Beacon Hills. Recebia olhares de pessoas estranhas e só de olhar na cara delas, me irritava. Dava vontade de arrancar suas cabeças, podia escutar o batimento cardíaco de cada uma, a pulsação... 

    - Se controla, Moore. - Uma voz invadiu meus pensamentos. Senti um braço se envolver no meu pescoço... Scott.

    - Difícil, McCall. Eu consigo me controlar, mas quando estou com raiva... - Nem completei, porque ele já tinha entendido.

    Duas meninas ficaram me olhando de cima a baixo com cara de nojo. Uma japonês, cabelo preto e uma ruiva, branquela. Até que fomos na direção delas: 

    - Meninas, essa é Valery Moore. - Dei um sorriso falso para as duas. - Essas são: Lydia e Kira. - A japonês deu um sorriso, menos a tal de Lydia que ficou me olhando como se fosse um monstro.

    - Lydia, está tudo bem? - Perguntou sem entender.

    - Ah... Sim, perdão. Lydia Martin. - Deu um sorriso falso e dei outro falso também.

    [...]

    Estava na aula de filosofia, quando sinto algo rasgar minha pele. Gemi de dor baixinho, o professor escrevia na lousa e todos copiavam. Por minha sorte estava sentada no fundão. Quando uma menina que sentava ao meu lado, me cutucou. A olhei assustada:

    - Seu rosto está sangrando... - Cochicou, engoli seco. Juntei todas as minhas coisas e sai da aula rapidamente. 

    Fui diretamente para o banheiro feminino, chegando lá, me olhei na frente do espelho. Estava profundo e um pouco aberto, aquilo estava ardendo.

    Minha respiração acelerou, meus batimentos cardíacos. Comecei a tremer, estava sozinha no banheiro, não tinha nenhum papel higiênico ali, nada! Minhas pernas começaram estremecer, senti que ia desmaiar, porém, não sabia o motivo.

    Me apoiei na pia, respirou fundo, quando vi meu vestido todo manchado de sangue, de branco para vermelho...

    - alguém me ajuda... - minha voz falhou e logo após, vi tudo ficar escuro.


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