Runo e os guerreiros depois do jantar foram, caminhar pela cidade, de repente perto da casa de Tereza ouvi-se um grito.
_MADÁ, MADÁ! OH SUA MOLECA JÁ PRA DENTRO, VENHA DORMIR. Gritava o pai de Madá.
_Dormir? Acabou de anoitecer. Diz Billy.
_MADÁ NÃO VOU FALAR DE NOVO OH TU ME APARECE EM CINCO MINUTO OU VAI DORMIR COM O CORO QUENTE HOJE. Diz o homem estralando o chicote.
_ALLAN, CLAY, HARRY, OCÊS TRÊS JÁ PRA DENTRO AGARA. Grita Francisco.
_Bonoite cumpade. Diz o pai de Madá.
_Bonoite, onde que se meteu essa cambada. Diz Francisco.
_Se eles não me aparecer aqui...
_Ara pai não carecia de gritar tanto, tamo aqui vivim. Diz Clay.
_E cumpade lá do estradão la longe escutava os berros do ocês. Diz Dan.
_Já pra cama tua moleca. Diz o pai de Madá.
A imaturidade de Madá era tamanha que ela passou a porteira como uma criança pequena com as duas mãos na bunda pra não sentir a chibata.
_E ocês três também já pra cama. Diz Francisco.
_Bonoiote Madá, cumpade. Diz Dan.
_Bonoite Allan, Clay, Harry, seu Francisco. Diz Madá.
_Bonoite. Dizem Clay e Harry.
Os guerreiros ficaram comum cara de o que é isso?
_São sete da noite, o Dan ta indo dormir as sete da noite. Diz Julie.
_Só uma pancada pra fazer esse milagre. Diz Billy, rindo.
_Billy cala essa boca que isso não tem graça, o Dan não se lembra quem ele é...
_Eu sei Marucho, mas sete horas da noite, onde o Kuso que conhecemos iria pra cama as sete da noite, ele iria as dez com muito custo. Diz Billy.
Runo se encosta numa árvore e acaba chorando, lembranças não param de vir a sua cabeça, os beijos, os abraços, o rosto de Dan, as juras de amor.
_Ara, ta tudo bem com tu. Pergunta Damião, que passava ali, também correndo pra chegar em casa.
_Damião né? Por que todos aqui dormem sete da noite? Pergunta Billy.
_Ara, nois não somos desocurpado, nós tem trabai amanhã, escola, depois tem que ajudar na roça, a Madá e o Allan só vão pra roça amanhã e eu e os menino vai turdo pra escola. Acordamo as cinco da manhã logo que orvimo o galo cantar.
_DAMIÃO, OH MOLEQUE, PASSA JÁ PRA DENTRO, NÃO FICA DE PAPO COM OS ESTRANHO, PASSA JÁ PRA CASA. Diz alto e claro a mãe de Damião.
_Ara, deixa eu ir, bonoite a todo ocês. Diz Damião.
_Estranhos nós? Quem ta indo pra cama as sete da noite? Diz Billy.
_E eu que achava que já tava ruim o bastante Dan estar com amnésia, ele ta vivendo outra vida, por algum motivo estranho Dan se transformou no garoto Allan, eu sei que bateu a cabeça, mas as pessoas aqui da cidade o tratam como se ele tivesse nascido aqui. Diz Drago.
_Isso é verdade, essas pessoas agem como se o Dan sempre fosse esse tal de Allan, mas por que? Diz Shun, também baixando a cabeça se lembrando do seu melhor amigo.
_Temos que ajudar o Dan a se recuperar, My Lady não fique assim minha querida, logo mais Dan estará aqui conosco, dormindo tarde, tendo que ser sacudido pra sair da cama. Diz Tigrerra.
_Vamos, vamos prapousada. Diz Shun.
_Nós não vamos dormir não né Kazami, sabe também não curto isso de dormir ás 7 da noite. Diz Billy.
_Cala essa boca e anda logo, a Runo não ta bem...
Drago olha pra casa, que aos poucos vai tendo as luzes apagadas, a casa ao lado também.
_Boa noite amigão. Diz Drago, chateado.
_Oh Drago, calma, em breve vocês dois estarão juntos, varando madrugadas conversando.
_Obrigada Tigrerra, Pessoal precisamos dizer a esse casal que adotou Dan que ele é de verdade.
_Ainda que digamos, tem algo estranho aqui, precisamos descobrir. Diz Shun.
_Calma Shun, em breve Dan estará conosco, eu achei uma gracinha ele brincando com os pequenos. Diz Alice.
_Alice, gracinha? Eu só queria meu preguiçoso de volta! Diz Runo olhando pra casa.
_Vamos ter paciência, amnésia é algo passageiro, eu sei que ta doendo vê-lo assim, nós precisamos ir ver o tal doutor que cuidou dele quando ele sofreu o acidente. Diz Alice, confortando Runo, com um abraço.
_Certo! Dizem todos