Saved from Everything

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    16
    Capítulos:

    Capítulo 1

    Saved from Everything

    Homossexualidade

    POV Steve

    Já era a terceira vez que Rogers direcionava os olhos em minha direção, demonstrando desaprovação em qualquer coisa que fosse. Meu sangue já estava fervendo de ódio. Ele não tinha nada para ser melhor que eu.

    - Que foi? ?Ta com vontade de ser feito de picolé novamente? ? Banner saiu da sala antes mesmo que eu pudesse terminar de falar, deixando Rogers e eu sozinhos.

    - Eu falei alguma coisa? Eu não falei nada, Stark. ? disse simples, dando as costas, pronto para sair da sala. ? Só ?to cansado de ver você se achando o gostosão só porque tem uma armadura. Você não é o melhor, Stark, nunca vai ser. ? desdenhou, fazendo menção de abrir a porta que Banner fechara há pouco.

    - Você é o único que usa uma roupinha colada e brilhante, além de não ajudar em nada. ? parou abruptamente, vindo em minha direção no instante seguinte, bem mais rápido do que pude processar. Suas mãos se firmaram em meus braços, forçando-me contra a parede. E antes mesmo que eu pudesse reclamar da dor da colisão de minhas costas com a superfície gélida, senti seu punho acertar meu rosto com força.

    Segurei em seus braços com toda força que reuni, o empurrando. E num golpe mal calculado, causado por um passo em falso, tropecei em qualquer coisa que estivesse no chão, caindo sobre Rogers.

    Ambos no chão. Ele pôs-se por cima de mim rapidamente, firmando um dos braços no chão ao lado de meu corpo. Eu estava pronto para empurrá-lo, mas seus lábios se juntaram aos meus de forma tão rápida quanto fomos ao chão.

    Meu coração disparou.

    Logo minhas mãos estavam agarradas as suas costas. Minhas pernas afastadas, e uma das suas entre as minhas. Sua mão livre correu pela lateral de meu corpo até alcançar minha nuca, firmando as pontas dos dedos ali, entre meus fios.

    Minha respiração pareceu cessar.

    Eu podia tê-lo tirado de cima de mim. Eu podia tê-lo jogado longe. Eu podia ter acabado com ele, mesmo antes de Banner sair da sala. Mas eu não quis.

    Ele podia ter acertado minha cara mais de uma vez. Ele podia ter me deixado falando sozinho. Ele podia ter deixado todas minhas provocações de lado. Mas ele não quis.

    Levei uma mão até o topo de sua cabeça, sem parar o beijo, retirando o capuz de seu uniforme de combate, e deslizando meus dedos calmamente por seus fios, sentindo-os tão macios quanto eu imaginava que fossem. Sua mão desceu de minha nuca pela lateral de meu corpo, firmando-se em minha cintura, pressionando os dedos ali de forma a acariciar a pele depois de invadir o tecido de minha camisa.

    Era como se um buraco houvesse surgido em meu estômago. Ou talvez fosse o mesmo frio ao pé da barriga que sentimos quando pulamos de um arranha-céu.

    Seus lábios se distanciaram minimamente dos meus, mas apenas para deslizar até meu pescoço e passar a distribuir mordidinhas e leves chupões por minha pele.

    Entrelacei meus dedos aos seus fios, os puxando com certa força quando senti sua mão descer por minha pele e invadir o tecido de minha calça, arranhando minha virilha lentamente. Mas logo sua mão subiu do mesmo modo que desceu, segurando os fios de minha nuca com certa força.

    Eu podia sentir seu coração tão ou mais acelerado que o meu. Seus dedos transmitiam espécies de choques toda vez que esbarravam em minha pele. Seus lábios nos meus pareciam ter um encaixe perfeito, quase como se houvessem sidos modelados milimetricamente para se completarem.

    E então era como se estivéssemos nos fundindo, ou nos completando, ou qualquer coisa que fosse, porque nada parecia correto ou bom o bastante para descrever ao certo o que estava acontecendo e o que eu estava sentindo. Ou talvez fosse correto dizer que nada era bom o suficiente para descrever o que estávamos sentindo, porque, sim, eu sabia que ele estava sentindo as mesmas coisas que eu. E eu percebi isso quando seus lábios se afastaram dos meus e nossos olhos se conectaram. Eu podia enxergar-me ali, nos brilhos de suas orbes azuladas, que me pareciam tão ou mais atraentes que a imensidão do oceano e do céu juntos. Podia enxergar também o modo como meus olhos brilhavam diante de sua presença, e então me perguntei como eu nunca antes havia percebido que eu estava apenas tentando me aproximar cada dia mais dele. E nesse momento eu percebi que não era o reator arc XP que mantinha os estilhaços fora de alcance de meu coração, mas sim o brilho dos olhos de Steve, era isso que mantinha meu coração a salvo de tudo.

    Fim.


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