Baby

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    16
    Capítulos:

    Capítulo 1

    Baby

    Homossexualidade

    POV Steve

    - Eu não preciso de seus serviços. ? disse simples, puxando o avental de tecido fino da mulher, fazendo-a ficar boquiaberta, em seguida lançando o pano ao chão.

    - Mas senhor Stark, eu...

    - Não se esqueça de tirar seu celular de cima da mesa da cozinha, Celine. ? deu de costas, subindo as escadas calmamente. Suspirei baixo, dando de ombros, como se não pudesse fazer nada diante da decisão de Tony, quando Celine me olhou, piedosa.

    - Espero que isso lhe pague o tempo que ficou aqui esse mês e, bom, o que deveria ficar. ? disse meio sem jeito, entregando-lhe uma quantia elevada de dinheiro. Em seguida subi ao quarto, encontrando Tony procurando algo no guarda-roupa. Para mim ele estava é bagunçando as peças de roupas, ou qualquer coisa do tipo que fosse feita com brutalidade, mas eu o conhecia perfeitamente e então sabia que ele apenas estava tentando encontrar algo para dizer que estava procurando.

    - Onde está minha carteira, Steve? Eu preciso comer! ? disse rápido, jogando as peças de roupa sobre a cama.

    - Sério mesmo que despediu Celine antes de a comida começar a ser feita, Stark? ? disse debochadamente, sem poder negar-me um sorriso divertido.

    - Eu sou Anthony Edward Stark, faço o que quero e quando quero. ? suspirou pesadamente, virando-se de frente para mim. ? Onde está minha carteira?

    - Ué, senhor Tony Fucking Stark faz o que quer, quando quer, mas não tem capacidade para encontrar a própria carteira? ? cruzei os braços, ainda sorrindo divertido enquanto apoiava minhas costas na parede. Olhou-me sério, talvez (ou com certeza) até bravo, saindo do cômodo em seguida, tateando os bolsos da calça ? os dianteiros e os traseiros. Fiquei um tempo parado, olhando as peças espalhadas pela cama, e sorrindo.

    Podia ser algo bobo até demais, mas eu não conseguia simplesmente deixar de sorrir. Tony era como uma criança, a minha criança. Era mimado, cheio de si, se achava o mais valente e poderoso de todos. Mas, ainda sim, era frágil. Ele podia esbravejar com quem fosse e a hora que fosse, mas nada mudaria o que eu pensava sobre ele, o que eu sabia sobre ele. Nada mudaria o modo como ele parecia um anjo dormindo, ou o modo como ele se aninhava ao meu corpo antes de dormir, ou o modo como ele se espreguiçava lentamente ao acordar e abraçava-me com um sorriso bobo e lindo. Nada poderia tirar de mim o sentimento único de ter acordado várias vezes durante algum filme longo no sofá, com a cabeça em suas coxas, percebendo que ele estava prestando mais atenção em mim dormindo do que no filme.

    Balancei a cabeça negativamente, descendo as escadas calmamente depois de sair do quarto.

    Fui até a cozinha, encontrando meu namorado ali, tentando, quase que inutilmente, abrir uma lata de sardinha. E, acredite, ele estava usando um abridor. E não bastava a força, ele simplesmente não sabia como usar um abridor de latas. Mantive-me alheio, abrindo a geladeira apenas para pegar o pote de palmito e então fechei a porta. Fui ao lado de Tony, encostando-me no balcão da pia e abrindo a lata facilmente, apoiando a tampa sobre o mármore branco.

    - Quer? ? aproximei um pouco um pedaço de palmito dos lábios dele, depois de retirá-lo calmamente do pote.

    - Isso não é minha carteira.

    - E você nem sabe abrir uma lata. ? disse divertido, trazendo o palmito para mais perto de meus lábios e dando uma mordida generosa.

    - Merda... ? sussurrou emburrado, jogando a pequena e avermelhada lata de sardinha para dentro da pia, junto do abridor. Abriu a geladeira, pegando um pote de salsichas em conserva. Suspirou pesadamente por não conseguir girar a tampa e abrir, murmurando algum palavrão.

    - Deixa... ? ri baixo, deixando o pote de palmito sobre a pia e estendendo minhas mãos na direção de Tony, na intenção de que ele me entregasse o pote de salsichas. ? Capitão América está aqui para te ajudar, uh. ? não deixei de sorrir um segundo sequer, e então eu vi algo parecido com raiva em seus olhos, mas eu sabia que era apenas birra. Birra de Tony Stark, o que era típico, e até mesmo igual a tentar contrariar uma criança mimada. E então o vi usar ainda mais força, o que provavelmente era toda que tinha, para tentar girar a tampa do pote.

    - Eu sou Anthony Edward Stark, Rogers. ? começou a dizer firme, praticamente de forma ameaçadora. - Eu sou o Homem de Ferro. Sou gênio, bilionário, playboy, filantropo e... Ai minha unha! ? praticamente gritou, choramingando, deixando o pote de vidro cair e se espatifar no chão quando levou a mão rapidamente até perto dos lábios e introduziu a ponta do dedo na boca, talvez tentando fazer com que a dor (se é que realmente era dor) sumisse, ou diminuísse.

    - Ai meu Deus! ? disse divertido, quase que debochado, mas ainda sim com pena, alongando o ?e? da última palavra. Ri quando vi sua expressão de dor se misturar a uma expressão de desgosto pelo modo como falei. ? Vem cá, Tony, eu cuido de você, meu amor. ? não pude me negar um riso baixo, dando alguns passos até estar perto dele e puxá-lo para mim, o envolvendo em meus braços e depositando um beijo calmo e demorado no topo de sua cabeça.

    Fim.


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