A chuva cai violentamente. O som dos torvões era ensurdecedor. Deixava o céu tracejado por meros instantes por tons azulados, esbranquiçados envolvidos numa luz encadescente que ameaçava rompor com tudo o que tivesse na superfície da Terra.
Naquele lugar morto o som habitual do chilrear dos pássaros, o dançar das folhas e das àrvores era substítiuido por aqueles ruidos do misto da chuva e dos trovões.
Itachi fitava aquele céu revoltado. Sentia as gotas da chuva a lavarem-lhe o rosto, sentia o vento a tocar lhe na pele deixando a arrepiada, sentia o seu cabelo mover-se batendo lhe ao de leve na sua testa.
Continuava imóvel. Deitado naquele lugar, que até há poucos minutos fora a sua campa. Abria e fechava os olhos lentamente, tendando processar o que se estava a passar.
Sabia que já não estava no mundo dos mortos, mas aquilo não fazia o mínimo de sentido. Há sua frente estava o seu irmão de joelhos, com as lagrimas a correrem pela cara, mas não demonstrava mais nenhuma expressão.
Olhou em sua volta, permanecendo deitado e reparou num corpo que jazia ao seu lado. Itachi, sempre prespicaz logo percebeu o que se passara ali. Ele fora ressuscitado e aquele homem morto ao seu lado, fora o sacrificio.
Sasuke continuava naquela posição de frente para o seu irmão. Estava completamente encharcado e tremia muito. ?Itachi....Itachi nii-san está....vivo?. Era tudo o que lhe vinha à cabeça.
Itachi depois de muito observar o que o circundava olhou para o seu irmão e começou:
Itachi: ?Porqu...? não conseguiu terminar a frase. Sasuke num só pulo tinha chegado até ele e o abraçava com todas as suas forças. Itachi sentia o corpo de Sasuke a tremer muito em cima do seu. A cabeça de Sasuke aconchegou-se no peito do seu irmão. Estavam assim, abraçados, deitados num leito de morte.
Sasuke gritava ? Nii-san... Estás vivo. Tu estás vivo. Desculpa-me por tudo o que te fiz. Desculpa ter sido tão egoísta, tão cego para perceber o que realmente se passava. Por favor desculpa -me?
Itachi que permanecia ainda na mesma posição, desde que retornara ao mundo dos vivos, agora tinha o seu irmão a abraça-lo com força aconchegado a si.
Não conteve um leve sorriso e abraçou em retorno o seu irmão, dando carinho na sua cabeça que descansava no seu peito e lhe disse
Itachi: ? Não existe nada para perdoar, estou feliz por ter cumprido o meu destino. Nada me deixa mais feliz que te ver vivo e de regresso a Konoha.?
E ali permaneceram deitados, abraçados, envolvidos no meio de soluços de tristeza e felicidade.
Ao fim de tantos anos de ódio e dor agora sim estavam felizes. Os dois irmãos estavam felizes e prontos para começar uma nova etapa nas suas vidas. A chuva que ia lavando os seus corpos dera lugar a um raio de sol que iluminava a campa onde estavam os dois Uchihas, formando um maravilhoso arco-íris.