Estava um dia quente de Verão. O sol brilhava deixando raios dourados passar por dentro da folhagem das àrvores. O verde contrastava com o dourado da luz. Os dois shinobis saltavam a grande velocidade pelos ramos e adentravam pela natureza.
Desde a sua partida que pouco ou nada havia sido dito. Ebizou perdia-se em pensamentos da sua missão, que ao seu ver, não seria apropriado comentar com o Uchiha, pois o objectivo de toda aquela viagem era faze-lo retornar à realidade e tirá-lo de toda aquela amargura que o sobermegia na escuridão do mundo.
Sasuke não ligava a todo aquele mistério e àquela viagem, que se pensasse bem, parecia lhe infundada, mas a sua cabeça não o permitia a questionar-se sobre questões tão insignificantes. À medida que corria, o vento batia-lhe na cara, o calor fazia que pequenas gotas se formassem no topo de sua cabeça que lhe escorriam pela face morrendo no seu pescoço. Havia uma parte de si que se sentia finalmente livre após tanto tempo de trabalho preso na vila, cumprindo pena por suas acções. Sabia que o merecia, e teve sorte de não ter tido um punimento muito mais severo, mas a realidade é que já sentia uma certa claustrofobia a toda aquela rotina de trabalho de sol a sol. Assim, desfrutava daquela sensação de leveza, de correr por meio da Natureza, mesmo que isso não o fizesse esquecer todo o sofrimento que o envolvia. Era demasiado. Aquele peso. Aquela dor no peito asfixiante que o atormentava dia e noite. Ele merecia. Ele merecia aquele inferno. Ele matou aquele que mais o protegeu. Aquele que tudo sacrificou para ele sempre viver o melhor que podia. Itachi poupou-lhe a vida contrariando uma ordem. Entrou para a Akatsuki para controlar as intenções de Orochimaru que queria ressuscitar usando o seu corpo. Matou contra a sua vontade para manter as aparências. Fê-lo crer até ao fim que o queria usar para obter os seus olhos para superar a cegueira que o mangeykio sharingan causara. E no fim matou-o, e ele perdeu a vida com um sorriso pois tinha cumprido o seu objectivo, protege-lo.
Não, era impossivel superar isso, e só não cometera a loucura de terminar com a sua vida miserável, por respeito ao seu irmão, que tanto lutou para que ele vivesse. Até parecia criminoso disfrutar daquele dia quente de Verão, mas não se conteve e quase que esboçou um meio sorriso ao sentir um raio de sol que adentrava a floresta aquecer-lhe a face.
Sasuke, mesmo que por vezes as perguntas do propósito daquela viagem lhe viessem à cabeça, não se pronunciava, e também agradecia que Ebizou não fosse muito do tipo comunicativo. Assim disfrutava plenamente de toda aquela sensação de liberdade.
Continuaram por várias horas ao mesmo ritmo até que o Sol se foi escondendo por detrás das montanhas. Avistaram um sítio para passar a noite, um pequeno espaço sem àrvores rodeado de arbustos, rochedos e algumas árvores. Ebizou se sentou de costas para o tronco de uma enquanto Sasuke foi retirando provisões que tinha levado consigo.
Ao reparar que Ebizou limitava-se a ficar sentado decidiu começar...
-Sasuke:? Deseja alguma coisa para comer, tenho o suficiente para os dois?
-Ebizou ? Muito Obrigada, agradeço a generosidade?
Mantiveram-se em silêncio até que Sasuke decidiu arriscar:
-Sasuke: ?Ebizou-san, aonde vamos??
Ebizou manteve se calado por mais uns minutos até que decidiu responder:
[ul] .Ebizou: ?Vamos mudar o destino.?
[/ul] Sasuke arregalou os olhos, mas que raio de resposta? Esse velho estava doido de todo. Destino? Foi isso que ele perguntou - ?Que destino? Do que está a falar??
Mas foi tarde demais, Ebizou tinha já adormecido encostado à àrvore.
Se antes as perguntas não o incomodavam devido ao seu estado depressivo, agora corroiam de curiosidade e até de um certo receio.
Destino? Ele colocara a hipotese de ir escoltar algum senhor feudal. Depois da Guerra o poder do Sharingan era ainda mais respeitado por todas as vilas ocultas o que o fazia ser muito requesitado, mas nunca tinha sido aceite devido à sua punição de ter que ficar inclausurado na vila da Folha. Até pensou que como Konoha e Suna tinham já grandes laços antes da guerra, fosse algum tipo de favor especial ao ancião da areia. Mas agora estava tudo muito confuso. Destino, murmurava Sasuke, agora deitado com os braços por debaixo da cabeça. Para que Ebizou precisava dele para mudar que destino fosse. E que é isso de mudar o destino. O destino não se muda e ele sabia o bem.
Sasuke acabou por adormecer, sendo derrotado pelo cansaço da viagem, olhando para o céu, completamente estrelado, lindo. Estava uma aragem quente e pirilampos vagueavam ali por meio da verdura da Natureza. Estava uma noite maravilhosa. A última imagem de Sasuke antes de cair num sono profundo foi de vários daqueles pontinhos de luz e depois seguiu-se o negrumo do sono.